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Investir pela Magnetis, um robô de investimentos, vale a pena?

César

06/09/2019 04h00

Você sabe o que é um robô de investimentos? Nós já falamos aqui sobre três plataformas desse tipo: a Warren, a Magnetis e a Vérios. Hoje, o Econoweek bateu um papo com o Luciano Tavares, CEO da Magnetis Investimentos para entender mais detalhes da plataforma deles. A conversa completa, você confere no vídeo acima.

Antes de tudo, a Magnetis reconhece que o termo "robô de investimentos" ficou popular, mas eles preferem se classificar como uma gestora de investimentos digital, que usa algorítimos que ajudam na tomada de decisão, na escolha dos investimentos e na identificação do perfil do investidor.

Na prática, caso você tenha um perfil que não gosta ou prefere não esquentar tanto a cabeça na hora de escolher onde vai investir, a Magnetis faz isso por você, diversificando o seu dinheiro em muitas opções de investimentos diferentes. O modelo é o mesmo usado pela Vérios, Warren e outras empresas do ramo. Lembra do ditado de nunca colocar todos os ovos em uma cesta só? É exatamente isso.

Questionado sobre a vantagem de se investir pela Magnetis, em vez de colocar o dinheiro em um fundo de investimentos, que normalmente também busca diversificar os ativos que o compõe, Tavares afirma que a Magnetis aloca o patrimônio do cliente em diversos fundos e mais outras coisas, deixando a carteira ainda mais diversificada, sem ter a necessidade de uma grande quantia de dinheiro, como muitas vezes é necessário para se ingressar em alguns fundos mais famosos.

No caso da Vérios, o dinheiro é alocado em cinco tipos de investimento: títulos do Tesouro Direto prefixados, pós-fixados e de inflação, além de ETFs (cesta de ações) de papéis brasileiros e dos EUA.

A Magnetis cobra 0,4% ao ano sobre o total que você investir, independente da performance, boa ou ruim. Esse é a única receita da Magnetis, segundo Tavares. Na Warren, a taxa é de 0,5% ao ano. Já na Vérios, varia de 0,4% a 0,65% ao ano, mas ao somar outros custos, a porcentagem fica em 0,95%.

Na Magnetis, há também todas as demais cobranças típicas dos investimentos que estarão dentro da carteira do cliente, como, por exemplo, a taxa de administração de um fundo.

A diferença é que a Magnetis não fica com a "taxa de rebate". Quando você investe em um fundo de investimentos através de uma corretora, um pedaço da taxa de administração fica com a corretora. funcionando como uma espécie de comissão.

Essa taxa de rebate é revertida para o próprio cliente, otimizando os seus investimentos e, em muitos casos, tornando mais barato investir pela Magnetis, do que direto em outros ativos por uma corretora, afirma Tavares.

Principais características

Custo: grátis para investimentos de até R$ 5.000. Depois disso, é cobrado 0,4% ao ano sobre o patrimônio.

Investimento inicial: a partir de R$ 1.000.

Aportes adicionais: a partir de R$ 100.

Liquidez: depende do tipo de investimento. Em alguns, a liquidez é imediata, mas em outros pode demorar até 60 dias para poder sacar.

Vale lembrar que as garantias dependerão dos ativos escolhidos para a composição de sua carteira de investimentos, sendo que nem todos possuem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O que você achou da Magnetis? Investiria por essa empresa?

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre os Autores

Étore: mestre em economia, tem mais de uma década de experiência no mercado financeiro. Atua hoje como economista macroeconômico em um grande banco, e já passou por consultorias econômicas e pela Bolsa de Valores, além de dividir seu tempo com o Econoweek, onde cuida, principalmente, de Macroeconomia.

César: economista com ênfase em terapia financeira, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

Yolanda: economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

Sobre o Blog

O Econoweek é um blog escrito por três economistas que querem traduzir a economia.