Econoweek http://econoweek.blogosfera.uol.com.br O Econoweek é um blog escrito por três economistas que querem traduzir a economia. Fri, 03 Apr 2020 18:41:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Como ganhar dinheiro investindo durante a crise (com cursos grátis) http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/04/03/5-dicas-para-ganhar-dinheiro-investindo-durante-a-crise-com-cursos-gratis/ http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/04/03/5-dicas-para-ganhar-dinheiro-investindo-durante-a-crise-com-cursos-gratis/#respond Fri, 03 Apr 2020 07:00:33 +0000 http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/?p=1151

O sobe e desce das últimas semanas não foi fácil para o investidor. Na verdade, foi mais “desce” do que “sobe”.

As pessoas ficaram receosas de investir neste momento de crise do coronavírus, e também sem saber o que irá acontecer com as aplicações que já tinham em carteira.

Embora ninguém deva sair ileso dessa crise, esse não é o momento e nem motivo para pânico. Sacar todos os investimentos com prejuízo? Nem pensar!

A economista Yolanda Fordelone, do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro deu cinco dicas para ganhar dinheiro investindo durante a crise, além de listar cinco cursos gratuitos para o período.

Dicas para investimentos em renda fixa

1. Fique até o vencimento

No mês de março, a Selic caiu novamente diante da fraqueza e da incerteza de crescimento da economia.

Com isso, os preços dos títulos foram ajustados para baixo. Os negócios ficaram tão voláteis que a plataforma do Tesouro Direto até chegou a fechar nos piores momentos.

O fato é que o preço que aparece na tela da corretora é o preço do momento, que o mercado está disposto a pagar pelo seu título caso você queira se desfazer dele.

Mas se você ficar com o título até o vencimento, nada muda: vai receber o juro que havia acordado com o Tesouro Direto, no CDB, ou no título que investiu.

Então, a recomendação é, se possível, ficar com o papel até o vencimento, sem desespero.

2. Opte por investimentos líquidos

Para os que têm essa oportunidade, a hora é de montar ou reforçar a reserva de segurança para os próximos meses, que provavelmente serão de piora do desemprego e crise.

Isso significa que os investimentos em renda fixa de liquidez imediata se tornam boas opções para o reforço de colchão de segurança, como aquele CDB com liquidez diária, o fundo DI sem taxa de administração, o Tesouro Selic, ou mesmo a conta corrente remunerada, dependendo do seu perfil.

Dicas para investimentos em ações

3. Mire no longo prazo

A velocidade de recuperação da Bolsa deve ser bem mais morosa do que a da queda que presenciamos.

A Bolsa costuma cair como uma lebre e subir como uma tartaruga, já dizia um velho ditado dos investimentos.

Sempre reforçamos Econoweek que Bolsa é um investimento de longo prazo.

Se já tem uma boa reserva de segurança e disposição para manter parte da carteira em investimentos mais arriscados, pode ser uma boa oportunidade.

Tenha paciência e verá os preços das ações subirem novamente.

4. Estabeleça metas

Para a Bolsa, vale a pena ter metas. Tanto meta de ganhos, como de perdas.

A economista do Econoweek, Yolanda Fordelone, estabelece que se perder 20% do capital, por exemplo, ao menos parará para reavaliar a estratégia de investimento naquela ação.

“Se eu lucrar 10%, faço a mesma coisa e avalio tirar o meu capital para colocar em outro ativo que tenha maior expectativa de alta”, afirma.

Sempre tenha em mente qual é o limite de queda que suporta e qual é o prazo que pode deixar o dinheiro investido em cada aplicação. Assim, evitará investir em ativos que não têm a ver com o seu momento.

5. Mantenha-se bem informado

Aplicações na Bolsa sempre exigiram que o investidor estivesse bem informado.

Nesse momento de fortes oscilações, em que cada dia é um dia, essa exigência só aumenta.

Os setores da economia serão impactados de diferentes maneiras pela crise do coronavírus. Procure se informar sobre os setores de atuação de cada ação que têm em sua carteira com alguma instituição de confiança.

Como aprimorar o conhecimento em investimentos

Para se manter informado e aprender mais, empresas do setor financeiro passaram a fornecer alguns de seus produtos e serviços gratuitamente. Vamos listar cinco possibilidades de dar um upgrade na sua preparação para o mundo dos investimentos sem sair de casa.

Para quem gosta de ensino à distância, a Captable disponibilizou vídeo aulas de temas como análise do cenário econômico e análise de investimentos, com conteúdos para serem consumidos ao longo de uma semana de imersão.

A Levante Investimentos tornou público um relatório diário até os mercados voltarem à normalidade, com projeções e indicações de investimentos, além de notícias.

Já se investimentos mais arriscados não for a sua praia, há uma palestra com dicas para compor sua carteira com renda fixa e ativos imobiliários, ministrada por Paulo Deitos e Eduardo Barbosa, CEOs de empresas de investimentos nesses setores.

Se você quer dar os primeiros passos nos investimentos em Bolsas de Valores, a corretora Toro abriu para todos um curso de ações para iniciantes, com 13 aulas no YouTube.

Já a youtuber de finanças Lívia Medeiros disponibilizou gratuitamente, enquanto durar a quarentena, seu curso de planejamento financeiro para quem precisa aprender a ter controle sobre os gastos e começar a investir.

Conhece algum outro curso gratuito para fazermos durante o período de distanciamento social? Conte aqui nos comentários ou fale com a gente no nosso canal do YouTubeInstagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

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5 dicas para seu negócio sobreviver à quarentena http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/31/5-dicas-para-seu-negocio-sobreviver-a-quarentena/ http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/31/5-dicas-para-seu-negocio-sobreviver-a-quarentena/#respond Tue, 31 Mar 2020 07:00:54 +0000 http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/?p=1141

Nossa rotina mudou nas últimas semanas por conta da pandemia do novo coronavírus. A preocupação agora, além da saúde física, é a saúde financeira. Como fica a nossa renda com tudo isso?

A economista Yolanda Fordelone, do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro vai dar cinco dicas para autônomos e empreendedores sobreviverem à quarentena.

A crise do coronavírus pegou em cheio o bolso das pessoas. Muitas pessoas estão com medo de ficarem desempregadas e, nessas primeiras semanas, os autônomos e empreendedores já têm sentido o impacto da diminuição da renda.

Estamos falando do Uber que parou de circular por falta de passageiro, da doceira que parou de fazer festinha, e do lojista que baixou as portas.

Ninguém vai sair ileso. Mas se der para amenizar o impacto, melhor.

Vamos às dicas:

1. Negocie prazos

A hora é de negociação. Então, a primeira dica para profissionais liberais sobreviverem à quarentena é negociar a data do pagamento do empréstimo. Muitos bancos já têm aberto a possibilidade de estender e negociar prazos, mas leve em conta também a negociação de pagamento de fornecedores, do aluguel do estabelecimento, tudo…

Quanto mais tempo ganhar, melhor para conseguir achar mais saídas para as finanças.

Lembre-se que a outra ponta da negociação provavelmente preferirá dar um desconto ou mudar a data do que não receber nada.

A situação está difícil para todos. Então, não se aproveite disso apenas para economizar. Recorra a essas negociações se não houver opção.

2. Em vez de cancelar serviços, adie

Temos visto muitas empresas que fazem festas, consertos e os mais diversos negócios, negociando a data de execução do serviço.

Proponha, mesmo que seja com desconto, que a pessoa faça o serviço mais para frente, em vez de cancelar o contrato.

3. Invista no marketing digital

Seja por redes sociais ou através de um site próprio, a hora é das vendas à distância.

É interessante aplicar a modalidade de delivery para o seu comércio. Temos visto muitas lojas com as portas abaixadas, mas com um aviso de que há serviços de entrega dos produtos.

No caso dos serviços via redes sociais, os profissionais de educação física são um bom exemplo. Há muito profissional oferecendo aulas de dança, yoga, personal… Tudo online.

Também há casos de psicólogos migrando seus serviços para plataformas digitais.

4. Hora das promoções

Pense em oferecer seus produtos com desconto para impulsionar as vendas nessa época em que as pessoas estão receosas de ir às compras.

Se é um serviço, vale a mesma regra. A única diferença é que o serviço vai ser executado lá na frente.

Recebemos, por exemplo, e-mails de empresas de depilação à laser e de salões de beleza oferecendo muito desconto para o cliente que comprar o serviço agora e o utilizasse a partir de maio.

5. Guarde o máximo que conseguir

Se você não é um microempresário ou profissional autônomo, essa dica também serve para você.

Se possível, a hora é de fazer a reserva de emergência ou ampliá-la.

Como ninguém sabe quanto tempo essa crise durará, guarde o máximo de dinheiro que puder.

Lembre-se que você ainda é privilegiado nisso tudo se não teve a sua renda diminuída.

“Eu, particularmente, apesar de trabalhar no computador, estou evitando acessar sites de compras e dar muita atenção aos anúncios do Instagram”, recomenda Yolanda Fordelone. “Todo o dinheiro que posso, vou guardar e ampliar a minha reserva. Hoje tenho o equivalente a cinco meses de gastos na reserva de segurança, mas quero ampliar para dez meses”, continua.

Que outra dica você tem para lidarmos com a crise? Conte aqui nos comentários ou fale com a gente no nosso canal do YouTubeInstagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

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Como eu fiz para perder só 1%, enquanto a Bolsa caiu ao redor de 40% http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/27/como-eu-fiz-para-perder-so-1-enquanto-a-bolsa-caiu-ao-redor-de-40/ http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/27/como-eu-fiz-para-perder-so-1-enquanto-a-bolsa-caiu-ao-redor-de-40/#respond Fri, 27 Mar 2020 07:00:45 +0000 http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/?p=1132

Estamos vivendo um grave problema de saúde pública, e devemos nos prevenir seriamente. Os impactos no emprego e na economia deverão ser severos e essa é uma discussão válida. Ao mesmo tempo, outra preocupação paira no ar: como se prevenir da forte queda das Bolsas de Valores?

O economista César Esperandio, do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro, vai mostrar como sua carteira de investimentos caiu menos de 1%, enquanto a Bolsa já recuou ao redor de 40% desde o pico desse ano.

A Bolsa continua indo muito mal, principalmente quando comparado à máxima no ano.

Enquanto isso, a minha carteira de investimentos, desde o começo do ano, perdeu muito menos. Até aqui, tenho um rendimento de -0,83% negativo.

Qual é o meu segredo? Eu diversifico os meus investimentos porque não gosto de me expor tanto ao risco.

Como é a minha carteira

De maneira bem resumida, divido a minha carteira em investimentos de renda fixa, investimentos de renda variável e investimentos alternativos.

Renda fixa

Hoje, 71% dos meus investimentos estão em renda fixa, diversificados em títulos prefixados, pós-fixados e atrelados à inflação.

Praticamente tudo está investido em títulos privados, como CDBs e debêntures, que costumam ter boa remuneração.

Na renda fixa, ainda há uma parte que direciono para a reserva de segurança, em títulos que eu possa resgatar a qualquer momento que eu precise usar.

É muito importante ter uma reserva de segurança entre seis e 12 meses dos gastos normais para momentos como esse. Nós explicamos como montar uma reserva de segurança nesse link.

Do fim de 2019 até hoje, esses investimentos renderam +1,97% para mim, ao redor de 230% do CDI.

Renda variável

A parte de renda variável corresponde a 24% do meu portifólio. Por simplificação, eu incluí nessa conta, além das ações, alguns fundos multimercado e outros fundos de ações que eu invisto o meu dinheiro.

Como os fundos multimercado investem em várias coisas diferentes, isso segurou um pouco da queda dessa parte da minha carteira, que já caiu 8,32% em 2020. Pelo menos, é uma queda bem menor que os 40% do Ibovespa, aproximadamente.

Investimentos alternativos

O restante da minha carteira, dedico a investimentos alternativos e, portanto mais arriscados. Em minha estratégia, viso sempre o longo prazo, inclusive nesse recorte.

Ao redor de 5% da minha carteira está alocada nesse tipo de investimentos.

Nessa linha, há investimentos menos populares da renda fixa, como precatórios de estados, como o de São Paulo, até fintechs de investimentos, como a Captable, uma crowdfunding de investimentos em startups, onde se investe para ter a possibilidade de se tornar sócio do negócio, caso ele dê certo.

Dentro do mundo das fintechs, há diversas opções de investimentos, desde a possibilidade de emprestar dinheiro a empresários do setor imobiliário, caso da MatchMoney, ou investimentos coletivos diretamente em imóveis, que é a praia da Urbe.me, até chegar no campo dos robôs de investimentos, que usam algorítimos para a tomada de decisão de alocação e identificação do perfil do investidor, como a gestora digital Magnetis.

Respeitando as particularidades de cada investimento, todos são considerados arriscados. Então, fique atento.

Eu já comentei em detalhes como funciona o investimento em startups, mostrando se vale ou não a pena e como eu faço para aumentar as chances de me sair bem, sem me expor a risco desnecessário. Vale a pena o clique.

Como o meu investimento em empreendimentos e startups não estão listados na Bolsa, e não teve grandes alterações do começo do ano para cá em suas atividades, eu considerei que continuam valendo a mesma coisa. Ou seja, 0% de valorização.

É claro que, listados ou não em Bolsa, praticamente todo mundo que tem um negócio próprio está sentindo o efeito dessa crise, já que a atividade econômica diminuiu, com empresas com operação reduzida ou parada, e pessoas dentro de casa, saindo muito menos para consumir.

Então, estamos em um momento de maior risco para todo tipo de investimento, sem exceções. Mas é possível minimizar esses riscos, diversificando os investimentos, até de maneira mais conservadora do que o meu exemplo.

Note que essa composição dos meus investimentos é recomendada para quem tem perfil de investidor mais agressivo.

Mesmo assim, há muitas pessoas que investem praticamente tudo em ações e sofreram muito mais com a queda da Bolsa.

Vale o destaque de que essa é uma discussão de investimentos e o texto não se trata de uma recomendação para qualquer tipo de aplicação.

Investimentos na Bolsa de Valores são considerados aplicações de risco.

Como está o rendimento e composição de seus investimentos? Conte aqui nos comentários ou fale com a gente no nosso canal do YouTubeInstagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

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Descubra qual é a melhor estratégia de investimentos durante a crise http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/24/descubra-qual-e-a-melhor-estrategia-de-investimentos-durante-a-crise/ http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/24/descubra-qual-e-a-melhor-estrategia-de-investimentos-durante-a-crise/#respond Tue, 24 Mar 2020 07:00:57 +0000 http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/?p=1114

Além dessa mega crise de saúde global, estamos assistindo a uma super queda das ações nas Bolsas ao redor do mundo, que provavelmente seguirá de uma recessão com reflexos importantes no mercado de trabalho. Por mais que alguns falem o contrário, todos estão assustados com essa crise.

O economista César Esperandio, do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro, vai mostrar qual é a melhor estratégia para os seus investimentos durante a crise: Day Trade ou Buy & Hold, mesmo que seja para defender de quedas ainda maiores na sua carteira!

Destacamos as vantagens e desvantagens de cada uma e, no final, comparamos duas carteiras de investimentos seguindo cada estratégia, mostrando qual teve a melhor performance.

Há várias estratégias de investimentos, seja para tentar ganhar enquanto as Bolsas caem, ou para proteger a sua carteira de quedas ainda maiores. Hoje, eu vou mostrar com um exemplo muito claro porque, mesmo durante essa crise, eu prefiro a estratégia Buy & Hold, que significa “comprar e segurar”. Essa estratégia é justamente aquela do investimento por um longo período. Apesar de eu gostar dela, não deixo de usar recursos típicos de investimentos de curto prazo, como Day Trade, Swing Trade, análises gráficas e outras ferramentas.

Independentemente da estratégia adotada, seguir o planejamento de investimentos, mantendo a calma, é fundamental.

É importante sempre consumir informação de fontes confiáveis, como casas de análises especializadas. Nossa dica da semana é a Levante, que passou a fornecer relatórios diários de investimentos gratuitamente até acabar a crise para ajudar a manter a calma e minimizar os prejuízos desse caos, compartilhando notícias e estratégias para cada perfil de portfólio de investimentos, seja você adepto ao Buy & Hold ou fã do Day Trade. É mais uma iniciativa legal em meio à comoção mundial.

Day Trade

Primeiramente, vamos começar falando das características, vantagens e desvantagens do Day Trade e de outras estratégias de investimentos que buscam ter lucro no curto prazo.

O objetivo é comprar uma ação e vendê-la mais caro num curto período de tempo, dentro de um mesmo dia. Se a venda acontece em alguns dias, o nome usado é Swing Trade.

Uma das críticas a essa estratégia é que, em muitos casos, o investidor não está preocupado com os fundamentos da empresa representada por sua ação. Em um ambiente estável, diferente da crise que vivemos hoje, são as ações de empresas mais duvidosas que podem oferecer as melhores oportunidades para esse tipo de operação. Afinal, o preço da ação costuma ser acessível, além de apresentar forte volatilidade, proporcionando mais situações de possibilidade de ganho com as altas e baixas.

Apesar de haver diferentes técnicas e estratégias, a análise técnica ou grafista, como é conhecida, leva em conta o comportamento de preços de uma ação para tentar prever uma tendência de alta ou baixa e, assim, comprar e vender no momento mais oportuno.

Caso queira aprender mais a respeito, nós fizemos um conteúdo detalhado explicando o conceito de Day Trade. Vale a pena conferir.

Outras críticas que eu faço é que essa é uma atividade estressante, que exige muito preparo e acompanhamento constante, transformando praticamente essa atividade em sua profissão principal.

É difícil ter sucesso nessa estratégia caso tenha uma outra profissão que não permite foco em suas operações no mercado financeiro.

Nós já conversamos com um daytrader, que mostrou a dificuldade da profissão e como é possível ter um prejuízo enorme, mostrando que 90% das pessoas perdem dinheiro com o Day Trade, para ninguém pensar que é fácil ganhar dinheiro dessa maneira. Exige empenho e vale a pena o clique.

Buy & Hold

Como o nome sugere, “comprar e segurar” é uma estratégia de longo prazo, onde você seleciona ações de qualidade para se portar como um sócio da empresa em que você confia. O foco é aumentar o patrimônio e receber dividendos sobre sua participação acionária em cada empresa

A análise fundamentalista, cuja técnica mais famosa é conhecida como “valuation”, é o principal critério para decidir comprar ou não uma ação nesta estratégia.

O valuation é uma técnica que, a partir dos balanços contábeis da empresa, do seu histórico, de seus gestores, análise de concorrentes, entre outras informações, determina se o preço da ação está caro ou barato para fazer o seu investimento (ou decidir vender).

Uma das críticas a essa estratégia, que eu considero mais uma vantagem do que uma desvantagem, é que como o Buy & Hold não foca na valorização das ações como fonte de lucro e aumento da rentabilidade, para ter dividendos que façam a diferença no seu orçamento, é preciso ter um valor alto investido em muitas ações.

Isso é verdade. Mas, por outro lado, se houver um bom critério de decisão de quais ações estarão dentro de sua carteira de investimentos, a tendência é que as empresas apresentem crescimento, junto com seus lucros, que serão acompanhados pela valorização das ações, que também poderão ser vendidas com lucro no futuro, caso deseje.

Como o objetivo é selecionar companhias saudáveis, os preços de suas ações costumam oscilar menos em dias normais, bem como, durante crises, terão menos dificuldades e menor chance de falência.

Decorrente disso, o investidor não precisará acompanhar minuto a minuto os preços de suas ações, com menos estresse, sendo possível focar em outra profissão que seja sua principal fonte de renda, para, então, fazer novos aportes mensais e acelerar o crescimento do seu patrimônio.

Nós já falamos sobre como ganhar dinheiro com o sobe e desce da Bolsa, investindo em BOVA11. Vale a pena o conferir.

Qual é melhor?

No vídeo acima, mostramos um gráfico com duas estratégias diferentes sendo aplicadas: o Buy & Hold e outra estratégia de curto prazo, que consiste em comprar ações sempre que a Bolsa cair 10%, voltando a vender assim que a Bolsa subir e atingir novo recorde.

As áreas hachuradas mostram os períodos, desde 1959, no qual houve crises, e ambos os investidores compraram as mesmas ações, nas mesmas quantidades. Enquanto um vendia assim que a Bolsa atingia novo recorde (final da área hachurada), o outro mantinha as ações em sua carteira.

O investidor Buy & Hold teve retorno muito maior em sua carteira, passando por menos estresse.

É claro que esse é um exercício muito simples e um investidor que busca ganhos no curto prazo tem estratégias muito mais elaboradas do que essa, podendo ter retornos até maiores do que a outra estratégia. Mas não sem se expor a maior nível de risco e a maior carga de estresse.

Eu sou adepto da estratégia Buy & Hold, mas isso não significa que eu não fique de olho em janelas de oportunidades que se abrem nas empresas da minha carteira para decidir se é hora de vender ou de comprar ainda mais ações.

E isso também não quer dizer que eu não esteja com um frio na barriga com essa crise. É normal ter medo, mas não se desespere.

Na hora de decidir o momento ideal de comprar ou vender, as técnicas e análises gráficas, típicas de investimentos de curto prazo, podem ajudar a maximizar o retorno dos seus investimentos.

Esse mindset é válido para tempos normais ou tempos de crise, onde todas as ações caem de preço. Respeito quem seja adepto de ambas as estratégias.

Qual estratégia você prefere, Buy & Hold ou Day Trade? Comente dizendo o motivo. Quem sabe não chegamos a uma conclusão melhor sobre como encarar os investimentos nos dias de hoje.

Também é possível falar com a gente em nosso canal do YouTubeInstagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

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4 dicas de trabalho para quem nunca fez home office http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/23/4-dicas-de-trabalho-para-quem-nunca-fez-home-office/ http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/23/4-dicas-de-trabalho-para-quem-nunca-fez-home-office/#respond Mon, 23 Mar 2020 07:00:05 +0000 http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/?p=1107 Com um enorme problema de saúde do novo coronavírus assolando o mundo, a crise econômica passa a ser uma preocupação.

Uma das medidas mais imediatas tomadas por algumas empresas, que deverá ter adesão crescente, é a prática do home office, onde o funcionário passa a trabalhar de sua casa, em vez de ir ao escritório. Desacelerando, assim, a proliferação do vírus.

Há alguns grandes problemas nessa questão. E o economista César Esperandio, do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro, mostra as situações enfrentadas por todas as pessoas e empresas, o impacto na economia, além de dar quatro dicas para aumentar a produtividade daqueles que estão trabalhando de casa.

O primeiro problema é que há um universo muito maior de pessoas que não têm a possibilidade de fazer home office por motivos diversos. Alguns estão em áreas essenciais nesse momento, como policiais, profissionais da área de saúde, trabalhadores de supermercados, entre outros.

Para essas pessoas, o cuidado tem que ser aumentado. Afinal, estão mais expostos aos riscos, além de possivelmente passarem a enfrentar maior dificuldade de locomoção, visto que em algumas localidades já há redução de transporte público.

Outra grande complicação diz respeito aos profissionais autônomos e liberais que exercem atividade pouco condizente com o home office.

O cabeleireiro, a manicure, o instrutor de pilates e de academia, além de inúmeros outros casos, não terão clientes o suficiente para manter suas receitas, muito embora as despesas não reduzirão no mesmo ritmo.

Governos e administrações municipais estão tomando medidas para aliviar a situação financeira desses profissionais e empresários, como isenções do pagamento de alguns serviços, não cobrança de dívidas, etc.

Não me prolongarei nesse assunto, pois estamos levantando informações de como essa categoria de profissionais podem driblar essa situação, minimizando o impacto negativo. Publicaremos esse conteúdo em breve em nosso blog UOL.

Por fim, mesmo no caso de pessoas e empresas cujas atividades permitam a prática do home office, a verdade é que a maioria não está preparada para ativar o modo online tão de repente.

A questão passa por problemas de falta de infraestrutura adequada para o profissional trabalhar de sua casa, como um sistema digital funcional e estabelecido para o home office dentro da corporação, banda de internet suficiente na casa do funcionário e ambiente ergonomicamente adequado.

Mesmo assim, há questões mais sutis, como o profissional ter que lidar com “adversidades” não usuais no escritório, como o pet pedindo atenção, o filho brincando ao lado, e um mar de possibilidades de distrações ao longo do dia.

Outro ponto delicado é a saúde mental das pessoas que trabalham de suas casas, ou apenas estão impossibilitadas de seguirem a rotina normal.

Já há preocupação em como lidar com uma situação de isolamento, que há chances de se intensificar nos próximos dias, sendo que estamos acostumados a ver nossos colegas e novas pessoas todos os dias. Isso pode nos deixar mais tristes e, num recorte estritamente profissional, menos produtivos.

Levando em conta que ainda não há previsão clara sobre a extensão do problema da pandemia, esses pontos levantados têm grande potencial de impactar a economia.

Basta olhar vários estabelecimentos comerciais fechados na cidade de São Paulo (o que deverá acontecer também em outros lugares), bem como a diminuição de receitas de profissionais autônomos e empresas, e a queda das Bolsas de Valores ao redor do mundo, para perceber a gravidade da situação.

Parte dos efeitos negativos no mercado financeiro pode ser exagerado, mas ninguém sabe ao certo até onde isso irá.

O economista que apresenta uma projeção muito firme do impacto desse grande problema no PIB e em outras variáveis, ou é ingênuo, ou é obrigado a apresentar algum número aos seus investidores.

A verdade é que ninguém sabe direito o que deverá acontecer nos próximos dias e meses.

Nessa direção, uma contribuição importante, embora seja um pequeno passo, veio do Blog Guru, que deu quatro dicas de como se acostumar ao home office rapidamente e continuar fazendo o seu trabalho normalmente, na medida do possível. Compartilho agora com vocês.

1. Organizar o tempo é fundamental

Manter os mesmos horários corriqueiros, como horário de acordar e de começar a trabalhar, bem como caprichar na organização da agenda, farão bem à sua rotina. De quebra, sobrará o tempo que antes era gasto com locomoção para fazer o que você quiser.

2. Vista-se para ir trabalhar

Para evitar a “preguiça” de ficar em casa, adicione à dica anterior a continuidade do hábito de se vestir como se fosse ao trabalho no horário de sempre. É um truque psicológico.

3. Tenha um cantinho para trabalhar

Outro truque psicológico, além de se manter longe das distrações da TV, videogame e redes sociais, é reservar um local dedicado exclusivamente para trabalhar. A sua mente entenderá que ali é um ambiente de trabalho, equivalente ao escritório.

Trabalhar do sofá pode ser um convite à procrastinação.

4. Converse com seus colegas de trabalho

O pessoal que deu essas dicas recomendou o uso da ferramenta Whereby, que permite, dentre outras funcionalidades, manter a webcam ligada a todo instante, de modo que todos os colegas de trabalham possam se ver e conversar a todo instante.

Além de ficar muito parecido com a sala de um escritório, e evitar a solidão, o microfone pode ser desligado, dando a conveniência da concentração no trabalho em silêncio, e o acionamento do colega chamando diretamente por voz assim que precisar.

Nos próximos posts, compartilharemos mais dicas para aqueles que não podem fazer home office.

Enquanto isso, compartilhe com a gente as suas dicas nos comentários. O que podemos fazer para reduzir os impactos negativos desse problema que o mundo enfrenta? Você pode entrar em contato no nosso canal do YouTubeInstagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

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Como ganhar dinheiro com a queda da Bolsa investindo em BOVA11 http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/20/como-ganhar-dinheiro-com-a-queda-da-bolsa-investindo-em-bova11/ http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/20/como-ganhar-dinheiro-com-a-queda-da-bolsa-investindo-em-bova11/#respond Fri, 20 Mar 2020 07:00:11 +0000 http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/?p=1098

O economista César Esperandio, do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro, vai mostrar como ganhar dinheiro com o sobe e desce da Bolsa em 5 minutos.

Muita gente está enxergando uma boa oportunidade de investir na Bolsa, aproveitando que ela caiu muito nos últimos dias.

Há quem entenda isso como uma “promoção”. Mas será que é isso mesmo?

Vários seguidores vieram nos perguntar se esse era um bom momento para começar a investir.

E se você tivesse só um investimento que conseguisse capturar todo o movimento da Bolsa, para tentar lucrar quando o Ibovespa voltar a subir?

O BOVA11 é um fundo de índice negociado na Bolsa, cuja função é exatamente imitar o comportamento do Ibovespa em um único investimento.

O BOVA11 é um fundo de investimentos passivo, como são chamados os fundos que se propõe a “seguir” um índice. A carteira do fundo é montada com as mesmas ações que compõe o índice Ibovespa, aquele que está saindo no jornal todo dia, num sobe e desce alucinante.

Vantagens do BOVA11

Para o investidor iniciante, esse tipo de investimento pode ser muito interessante por três principais motivos:

  1. Com R$ 500 já dá para investir no BOVA11 e ter uma carteira amplamente diversificada, sem precisar montar a sua própria carteira, ação por ação até chegar às mais de 70 ações que compõe o Ibovespa;
  2. O dividendo pago por cada ação é reinvestido automaticamente, aumentando seus ganhos;
  3. O BOVA11 é um dos investimentos desse tipo mais negociados na Bolsa, tornando mais fácil comprar e vender a qualquer momento.

Por outro lado, enquanto nas ações, a cobrança de Imposto de Renda é isenta para investimentos de até R$ 20 mil, no BOVA11 há incidência desse imposto sobre os lucros sob a alíquota de 15% para qualquer montante investido.

Vou ganhar dinheiro com BOVA11?

Ninguém pode afirmar se você vai ganhar ou perder dinheiro.

Inclusive, essa é apenas uma discussão de investimentos e o texto não se trata de uma recomendação de investimento.

Investimentos na Bolsa de Valores são considerados aplicações de risco.

Essa crise reduziu a circulação de pessoas e mercadorias ao redor do mundo, diminuindo a quantidade de negócios.

Menos negocios é equivalente a menos receita das empresas.

Parece muito distante? Há relatos de empresas brasileiras, que nunca tiveram estoques de produtos importados da China, essenciais para as suas atividades, pois, até então, bastava encomendar que o produto chegava rapidinho.

Agora, com várias fábricas chineses em férias forçadas, essas empresas brasileiras também não estão conseguindo trabalhar.

Já deu para perceber que isso vai impactar na geração de receita dessas empresas, não é?

Assim, os preços das ações caíram e é provável que haja uma recuperação, mas ninguém sabe ao certo quando e, rigorosamente, é impossível afirmar se de fato haverá recuperação. Ninguém tem bola de cristal.

Você investiria em BOVA11? Ou prefere outro tipo de investimentos? Conta para a gente aqui nos comentários ou entre em contato no nosso canal do YouTube, Instagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

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Aprenda como lucrar com 5 modos de investir em startups em 7 minutos http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/17/conheca-5-maneiras-de-investir-em-startups-para-aumentar-seus-rendimentos/ http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/17/conheca-5-maneiras-de-investir-em-startups-para-aumentar-seus-rendimentos/#respond Tue, 17 Mar 2020 07:00:32 +0000 http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/?p=1083

Vários seguidores nos perguntam sobre startups e como investir nesse tipo de coisa.

Nós já falamos se vale a pena investir em startups. O conteúdo ficou bem interessante e vale o clique.

Mas o que chama a atenção é que alguns investimentos na Bolsa estão sofrendo com essa crise recente, enquanto outras startups estão crescendo no mesmo período.

Eu fui atrás da Captable, uma plataforma que possibilita o encontro de fintechs e pessoas dispostas a investir na ideia, que me falou das cinco maneiras de investir em startups.

Hoje, o César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro, vai comentar as cinco maneiras de investir em startups, seus riscos, investimentos mínimos e prazo de retorno.

1. Aceleradora

Uma aceleradora é um tipo de incubadora, que seleciona startups que têm potencial de crescimento e fornecem todo o auxílio para evoluírem e terem sucesso.

Na prática, você investe na aceleradora, que montará um portifólio de investimento para você, diversificado em várias startups.

O valor total investido no portifólio costuma ser entre R$ 50 mil e R$ 100 mil em startups em fase inicial. Dessa maneira, esse é considerado um investimento arriscado, com período de retorno superior a quatro anos.

2. Investimento Anjo

O investidor anjo é a pessoa que investe dinheiro próprio em startups que estão surgindo com alto potencial de crescimento.

Normalmente, o investidor anjo assume uma parte minoritária na sociedade da startup, atuando como mentor ou conselheiro. Assim, é esperado que você tenha experiência para ajudar a startup a crescer, caso queira ser esse investidor anjo.

É comum que se invista em startups em fase inicial, aumentando o risco do investimento.

Os valores de investimento em cada startup costumam variar entre R$ 50 mil e R$ 250 mil, de modo que, para montar uma carteira diversificada e diminuir o risco de se investir em apenas uma empresa, o investimento total da carteira pode ficar entre R$ 250 mil e R$ 2,5 milhões.

3. Seed

Conhecido como “seed” ou “investimento semente”, esses investidores buscam startups um passo adiante das que buscam os investidores anjo. Ou seja, startups que já estejam funcionando e gerando receita, mas que precisam de mais dinheiro para expandirem as operações.

Assim, dentre os demais, esse é um investimento considerado de médio risco, com prazo de retorno esperado de dois anos.

Por outro lado, são investimentos mais caros, demandando aportes entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões. Assim, estão disponíveis para investidores de alta renda ou Family offices, como são conhecidos os fundos de investimentos de famílias ricas.

4. Séries A, B, C

Os nomes dessas séries se referem às rodadas de grandes investimentos em startups que já estão crescendo de forma acelerada.

Normalmente, os investimentos costumam ser a partir de R$ 10 milhões por startup, feitos por fundos de venture capital, que focam nesse tipo de modalidade.

O valor mínimo para ingressar em um fundo de venture capital varia muito, mas não costuma ser tão acessível.

5. Plataforma de investimentos

Essa modalidade tem se popularizado, facilitando a entrada no mundo dos investimentos em startups. Mais de R$ 90 milhões em 2019, e mais de R$ 200 milhões nos últimos 3 anos, segundo relatório.

O valor de investimento mínimo por startup costuma variar em cada plataforma, cujos valores iniciais costumam ser entre R$ 1.000 e R$ 10 mil.

“O ideal é sempre diversificar seus investimentos em pelo menos cinco startups”, afirma Paulo Deitos, fundador da Captable, plataforma que aceita investimentos a partir de R$ 1.000.

Do outro lado, o do empresário que busca investidores, a Guru, startup de investimentos que está dando os primeiros passos no mercado com a versão beta do seu app, solucionou esse processo de forma criativa. Acreditando no poder da rede e como esses primeiros investidores poderiam auxiliar na construção da empresa, começou a apresentar a ideia par algumas pessoas e captou investimento com 37 investidores (amigos, família e amigos de amigos).

“Queríamos o maior número de investidores, mesmo que com cheques menores neste primeiro momento. Vemos muitas fintechs na Europa que captaram com a comunidade como uma forma de criar uma grande comunidade em volta da marca. A Guru nasce democrática, garantindo a participação plena dos usuários, inclusive dando a chance de eles serem sócios.”, conta Marcelo Zuppardo, fundador da Guru.

Vale lembra que independente do seu perfil, seja mais arrojado ou mais conservador, é recomendável diversificar seus investimentos em ativos de baixo, médio e alto risco, na proporção que o deixe confortável, passando pela renda fixa, renda variável e modalidades alternativas, como os investimentos em startups.

“Não colocar todos os ovos em uma cesta só” ainda é uma máxima que faz e continuará fazendo sentido.

Os investimentos servem para trazer, no presente, a tranquilidade de construir um futuro mais seguro e confortável.

Se você perde o sono por causa dos seus investimentos, essa pode ser uma indicação de que esteja mais exposto ao risco do que o adequado para o seu perfil.

Você investiria em startups? Ou prefere outros tipos de investimentos?

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Aprenda a declarar seus investimentos no Imposto de Renda em 10 minutos http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/13/aprenda-a-declarar-seus-investimentos-no-imposto-de-renda-em-10-minutos/ http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/13/aprenda-a-declarar-seus-investimentos-no-imposto-de-renda-em-10-minutos/#respond Fri, 13 Mar 2020 07:00:22 +0000 http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/?p=1071

Você tem investimentos e não sabe como declarar no Imposto de Renda?

Hoje, eu, César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro, vou mostrar como fazer a declaração dos principais investimentos em 10 minutos.

Se pedir para um contador fazer a declaração por você, em São Paulo, costumam cobrar a partir de R$ 200, se for uma declaração simples. Se houver investimentos a declarar, pode ser ainda mais caro. Dá para economizar esse dinheiro, não é?

Esse conteúdo foi produzido a partir do Manual de Declaração de Imposto de Renda da Levante Ideias de Investimentos. Se quiser ver mais detalhes, é só baixar o ebook nesse link.

 

Letras de Crédito (LC, LCI e LCA)

Quanto e quando pagar de Imposto de Renda da LC/LCI/LCA?

As Letras de Crédito são investimentos isentos de cobrança do imposto de renda. Não precisa pagar nada sobre os seus rendimentos nesses investimentos. Mesmo assim, é preciso declarar no seu informe de rendimentos.

Como declarar o LC/LCI/LCA no Imposto de Renda

Na hora de fazer a sua declaração do imposto de renda, as LCs deverão ser indicados na ficha “Bens e Direitos” (código 45), informando os saldos ao em 31 de dezembro do ano anterior e do ano corrente, além dos respectivos rendimentos, na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” (item 12 – “Rendimentos de cadernetas de poupança, letras hipotecárias, letras de crédito do agronegócio e imobiliário (LCA e LCI)”).

 

CDB e Tesouro Direto

Quando pagar Imposto de Renda do TESOURO DIRETO ou CDB?

O imposto de renda é retido pelo seu banco ou corretora no momento do resgate da aplicação. Assim, não precisa se preocupar com o pagamento, só com a declaração dos rendimentos.

Quanto paga de Imposto de Renda para o TESOURO DIRETO ou CDB?

A alíquota do Imposto de Renda incidirá de forma regressiva, somente sobre o rendimento. Nunca sobre o valor inicialmente aplicado. Quanto mais tempo se mantém o valor aplicado, menor é a alíquota do imposto.

Até 180 dias: 22,5%

De 181 a 360 dias: 20%

De 361 a 720 dias: 17,5%

Mais de 720 dias: 15%

Como declarar o TESOURO DIRETO ou CDB no Imposto de Renda

Na hora de fazer a sua declaração do imposto de renda, o CDB deverá ser indicado na ficha “Bens e Direitos” (código 45), informando os saldos em 31 de dezembro do ano anterior e do ano corrente, além dos respectivos rendimentos, na ficha  “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”.

 

Ações

Quando pagar Imposto de Renda das AÇÕES?

Para declarar as ações, o imposto de renda deverá ser pago diretamente pelo investidor, no último dia útil do mês seguinte à negociação do título.

O pagamento do imposto deverá ser efetuado através do carnê-leão, que é o mesmo utilizado por todo mundo que tem alguma fonte de renda que o recolhimento do Imposto de renda não é feito na fonte, como rendimentos de aluguéis e de taxistas. Você deve fazer esse recolhimento sob o código de receita 6015.

Mesmo assim, ainda há retenção na fonte de parte do imposto, indicado diretamente na Nota de Corretagem, passível de compensação no momento da apuração do imposto de renda a pagar.

Quanto pagar de Imposto de Renda para as AÇÕES?

Sobre os ganhos auferidos nos mercados de renda variável incide o Imposto de Renda nas seguintes alíquotas:

  • 20% para operações de day trade, cuja compra e venda ocorrem no mesmo dia, com 1% de retenção na fonte;
  • 15% para operações normais, de mais de um dia entre a compra e a venda, com 0,005% de retenção na fonte e isenção para vendas de até R$ 20 mil de ações por mês.

Como declarar as AÇÕES no Imposto de Renda

Na hora de fazer a sua declaração do imposto de renda, as ações deverão ser indicadas na ficha “Bens e Direitos” (código 31), informando o custo de aquisição/médio. Os respectivos ganhos de capital precisam estar no campo “Renda Variável” (ficha – “Operações Comuns – Day-Trade”), indicando a operação no respectivo mês da venda da ação.

Nota de Corretagem: Para apuração do ganho líquido, é possível deduzir os custos contidos na nota de corretagem do custo de aquisição (taxa de corretagem, emolumentos etc.).

Compensação de prejuízos: É possível realizar a compensação de prejuízo de períodos anteriores para reduzir o impacto no imposto a pagar em meses seguintes.

Se você também está interessado em renda variável, nós já falamos sobre os quatro mandamentos para ganhar mais dinheiro com ações. Vale a pena saber disso!

 

Fundo de ações

Quando pagar Imposto de Renda do FUNDO DE AÇÕES?

O imposto de renda é retido pela corretora no momento da alienação das cotas do fundo.

Quanto pagar de Imposto de Renda dos FUNDO DE AÇÕES?

A tributação dos fundos de ações é única, com alíquota de 15% sobre o ganho líquido, sendo apurado no momento da venda das cotas.

Como declarar o FUNDO DE AÇÕES no Imposto de Renda

Na hora de fazer a sua declaração do imposto de renda, os fundos deverão ser indicados na ficha “Bens e Direitos” (código 74), informando o custo de aquisição/médio. Os respectivos ganhos de capital, no campo “Renda Variável” (ficha – “Operações Comuns – Day-Trade”), indicando a operação no respectivo mês da venda.

 

Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs)

Quando pagar Imposto de Renda dos FIIs?

O imposto de renda deverá ser pago diretamente pelo investidor no último dia útil do mês seguinte à negociação do título.

O pagamento do imposto deverá ser efetuado através do carnê-leão, e o código de receita a ser utilizado para pagamento do imposto de renda é o 6015, semelhante às operações de venda de ações.

Quanto pagar de Imposto de Renda dos FIIs?

Há tributação única dos fundos de investimento imobiliário, com alíquota de 20% sobre o ganho líquido, apurado no momento da venda das cotas.

Os rendimentos mensais do fundo imobiliário são isentos de imposto de renda quando atendidas algumas condições, como o FII ter no mínimo 50 cotistas. De qualquer forma, se houver tributação, o imposto será retido e recolhido pelo próprio FII.

Como declarar os FIIs no Imposto de Renda

Na hora de fazer a sua declaração do imposto de renda, os fundos deverão ser indicados na ficha “Bens e Direitos” (código 73), informando o custo de aquisição/médio.

Você já declarou os seus investimentos no Imposto de Renda?

Avisa a gente aqui nos comentários ou entre em contato no nosso canal do YouTube, Instagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

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Renegociar financiamento do imóvel pode te dar uma economia de R$ 400 mil http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/11/renegociacao-do-financiamento-do-imovel-pode-gerar-economia-de-r-400-mil/ http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/11/renegociacao-do-financiamento-do-imovel-pode-gerar-economia-de-r-400-mil/#respond Wed, 11 Mar 2020 07:00:39 +0000 http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/?p=988

Com a queda da taxa de juros e a Selic no menor patamar histórico, de 4,25% ao ano, ficou mais fácil e barato financiar o imóvel próprio.

O que muitos não sabem é que aqueles que vem amargando juros altos de contratos antigos têm o direito de renegociar seu financiamento e ter economia substancial.

Esse fato foi possibilitado pela portabilidade bancária, que além de permitir a portabilidade da conta-salário, também permite a migração de todas as linhas de crédito, inclusive o financiamento imobiliário.

Hoje, César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro, vai explicar como negociar uma redução de taxa do seu financiamento imobiliário, além de mostrar o tamanho da economia, que pode ir de R$ 400 mil, podendo chegar a mais de R$ 4 milhões, se o dinheiro for investido.

Eu fiz as contas e mostrei vários tipos de investimentos com essa economia: na poupança, na renda fixa, na Bolsa e em fintechs de investimentos.

 

Por que pedir portabilidade?

A migração, através da portabilidade, é, em geral, mais vantajosa quando se trata de modalidades de crédito com prazos longos, como o empréstimo imobiliário.

Só em novembro de 2019, quando a taxa Selic ainda estava em 4,5%, o Banco Central reportou 486.959 pedidos de portabilidade efetivados, o maior valor em três anos.

Não é por acaso esse número de migrações. A média das taxas cobradas em novos financiamentos imobiliários está em 7% ao ano. Há cinco anos, a média era de 11%.

Pode parecer uma diferença pequena, mas, para financiamentos longos, a diferença é muito significativa.

A migração, ou renegociação das taxas do financiamento imobiliário, proporcionam a melhora das condições e consequente redução das parcelas.

Em alguns casos, a despesa financeira pode ser cortada pela metade.

 

Qual é o tamanho da economia?

Em um financiamento imobiliário de R$ 450 mil feito há dois anos, com prazo de 35 anos, a uma taxa de 11% ao ano, pela tabela Price, possui uma prestação de R$ 4.020,74, considerando apenas os juros (sem considerar as taxas, seguros etc.).

Se fosse feita a portabilidade desse financiamento imobiliário para um banco que ofereça taxa de 7% ao ano, o valor da parcela cairia para R$ 2.824,54, uma diferença de R$ 1.196,20 por mês.

Essa queda de 29,75% no valor da prestação geraria uma economia total de R$473.695 nos 33 anos restantes do financiamento, sem considerar nenhum investimento.

 

E se você investisse a diferença?

Se, desse valor economizado, você investisse R$ 1.000 por mês, por 396 meses (período restante do financiamento), na poupança, chegaria ao final dos 33 anos com R$ 666.876, considerando os juros atuais.

Repare que investindo mensalmente R$ 1.000, ainda sobraria R$ 196 todo mês para você fazer o que quiser.

Mas todos nós sabemos que a poupança tem o pior rendimento atual, perdendo até para a inflação.

Já que estamos falando de longo prazo, ao considerar que investiríamos esse valor em um título de renda fixa privada, como um CDB, que rendesse 120% do CDI, nesses mesmos 33 anos, teríamos R$ 846.036, já descontado o imposto de renda (I.R.).

O Ibovespa mostrou que a Bolsa teve crescimento de 31,58% em 2019. Porém, como em outros anos houve altas até maiores (+97% em 2003), embora também houve quedas que assustariam muitos dos que não são amantes do risco (-41% em 2008), chegamos a um crescimento médio de 14,66% ao ano entre 2000 e 2019.

Considerando esse rendimento, com aportes mensais de R$ 1.000, já descontado o imposto de renda, o valor ao final do mesmo período chegaria a R$ 4.799.670.

Falando em ações, nós já falamos sobre os quatro mandamentos para ganhar mais dinheiro com ações. Vale a pena saber disso!

Em comparação, investindo pela CapRate, fintech de investimento P2P, que oferece um investimento similar à renda fixa, sem os altos e baixos da Bolsa (porém com a mesma necessidade de diversificação para diminuir a chance de inadimplência), considerando uma taxa atual de um de seus produtos de 1,023% ao mês, é possível chegar ao final dos 33 anos com um montante de 3.502.330, já descontado o I.R..

 

Como pedir a portabilidade?

Para pedir a portabilidade do financiamento do imóvel, o primeiro passo é pesquisar em outros bancos e instituições financeiras as taxas e outros encargos cobrados.

O ideal é falar com essas instituições para verificarem o seu caso especificamente, mas no site do Banco Central há as taxas de financiamento imobiliário de cada banco.

Ao encontrar a melhor taxa e fornecer os documentos necessários, o banco que você escolheu cuidará do resto.

Assim, seu banco anterior receberá a solicitação de portabilidade e ainda poderá fazer uma contraproposta, reduzindo a taxa do seu financiamento imobiliário.

A decisão de aceitar será sua. Mas a economia já estará garantida!

Se você gostou desse tema, também irá se interessar por esses quatro passos para atingir a liberdade financeira. Não deixe de verificar!

 

Você já pensou em pedir portabilidade do seu financiamento imobiliário ou de outro crédito tomado?

Conta aqui nos comentários ou fale com a gente no nosso canal do YouTube, Instagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

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Medo da queda da Bolsa? Veja os investimentos de renda fixa com garantia http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/10/medo-da-queda-da-bolsa-veja-os-investimentos-de-renda-fixa-com-garantia/ http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/2020/03/10/medo-da-queda-da-bolsa-veja-os-investimentos-de-renda-fixa-com-garantia/#respond Tue, 10 Mar 2020 07:00:54 +0000 http://econoweek.blogosfera.uol.com.br/?p=1047

Hoje, eu, César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro, vou mostrar os principais investimentos de renda fixa com garantia, e todas as suas características, como retorno esperado, investimento e prazo mínimo.

Comentei, com exemplos das melhores oportunidades que encontrei, sobre os títulos do Tesouro, CDB, LC, LCI, LCA e fintechs de investimentos, mostrando as características, retorno esperado, investimento mínimo e prazo para deixar o dinheiro investido.

Parece uma sopa de letrinhas, mas no vídeo está tudo explicado. É um manual completo da renda fixa com garantia!

Se você também se assustou com a queda da Bolsa com o coronavírus, você vai gostar de alguns desses investimentos, que oferecem bom retorno (mesmo com garantia).

Com a Selic baixa e essa queda das ações, muitos pararam para pensar se não exageraram na dose de renda variável na carteira.

Eu sempre digo que se você não dorme pensando nos seus investimentos, é um bom sinal de que deveria diminuir a sua exposição ao risco.

Para mim, os investimentos servem para trazer a tranquilidade de um futuro melhor, sabendo que hoje tenho dinheiro o suficiente para não passar sufoco por um bom tempo.

Para começar mostrando todos os produtos de renda fixa com garantia, vamos falar de dois casos em pontas opostas: primeiro, a poupança, que hoje é a opção com menor rentabilidade dessa lista, e depois o CCB, um investimento de maior risco e rentabilidade oferecido pela fintech de investimentos MatchMoney, bem como por outras startups do mesmo ramo.

 

Poupança

Caderneta de Poupança

Como funciona? Você empresta o dinheiro para o banco fomentar o crédito imobiliário.

Tem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito)? Sim, até R$ 250 mil por CPF, por conglomerado financeiro. Há um limite de R$ 1 milhão se houver investimentos em mais de um conglomerado.

Liquidez: diária. Se quiser usar o seu dinheiro, ele estará disponível na mesma hora.

Prazo: não existe prazo mínimo.

Remuneração: se a Selic estiver acima de 8,5%, a rentabilidade é de 6,17% ao ano + TR (Taxa Referencial). Se a Selic for igual ou menor a 8,5% (como é a atual situação), o rendimento passa a ser 70% da Selic + TR. Como a TR há algum tempo é igual a zero, e, hoje, a Selic está bem baixa, o rendimento da Poupança é menor que 3% ao ano.

Ao contrário de outras opções de investimentos, em que o juro é contabilizado todo dia útil, na caderneta de poupança, os juros só são contabilizados mensalmente. Então, caso você faça um saque antes do “aniversário” mensal, você deixará de ter o rendimento de juros dos dias que passaram do aniversário anterior.

Investimento mínimo: não existe.

Paga Imposto de Renda? Isento.

Paga taxa de administração? Não.

Perfil do investimento: conservador.

Ideal para: liquidez imediata e dinheiro que precisa ser usado a qualquer momento. Mas há opções mais rentáveis que também têm liquidez diária, como você verá adiante.

 

MatchMoney

Cédula de Crédito Bancário (CCB)

Como funciona? A MatchMoney, uma fintech de investimentos, une as pontas tomadoras e credoras, oferecendo oportunidade de investimentos. Na prática, no caso da MatchMoney, você empresta o seu dinheiro para grandes construtoras e incorporadoras, que possuem recebíveis imobiliários de imóveis já prontos. Essas empresas querem adiantar o recebimento desse dinheiro para fazer novos empreendimentos e você tem a possibilidade de fazer esse empréstimo, recebendo o valor acrescido de juros.

Tem garantia do FGC? Não. Mas, segundo a MatchMoney, toda empresa que pega dinheiro emprestado, deixa como garantia os recebíveis imobiliários (dinheiro que a empresa tem para receber) de um imóvel já construído e entregue, avaliado em pelo menos o dobro do valor emprestado. Esse imóvel fica sob alienação fiduciária, de modo que se houver inadimplência, a MatchMoney garante o pagamento aos investidores e toma o imóvel da empresa para depois revendê-lo.

Vale destacar que, embora a MatchMoney seja uma startup nova, ela é uma intermediária nesta operação que envolve o CCB, que é um título bancário. Assim, mesmo que a MatchMoney passe por problemas financeiros, o seu CCB continua válido, tendo ainda como pontas garantidoras o banco que efetuou a operação, a empresa tomadora do crédito e seus fiadores.

Hoje, segundo o fundador do negócio, a inadimplência está zerada, sem nenhuma queixa no Reclame Aqui.

Liquidez: há a possibilidade de receber pagamentos mensais, ou optar pelo resgate total apenas ao final do período combinado.

Prazo: entre três meses e três anos.

Remuneração: entre 9,4% e 14,6% ao ano, dependendo do prazo e do valor investido. No site, você verá as remunerações por período, que chegam ao total de mais de 50% para investimentos de três anos.

Investimento mínimo: a partir de R$ 1.000.

Paga Imposto de Renda? Sim (tabela regressiva), sendo que MatchMoney se responsabiliza pela retenção do seu imposto e envio do informe de rendimentos.

Paga taxa de administração? Não.

Perfil do investimento: moderado ou arrojado.

Ideal para: objetivos de médio e longo prazos. Não adequado para a reserva de segurança, caso você prefira ter acesso ao dinheiro antes do prazo final.

Exemplo: Na data de publicação desse conteúdo, na minha opinião, as melhores oportunidades que encontrei no site da MatchMoney foram do CCB MM 728, que pagam entre 9,4% e 14,6% ao ano, equivalentes a 25,2% e 31,2% para os 728 dias do investimento. O investimento mínimo é de R$ 1.000 para o primeiro caso e de R$ 10.000 para o segundo, com possibilidade de saque apenas depois de dois anos.

 

Títulos Indexados ao IPCA

Tesouro IPCA+ ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais

Como funciona? você empresta o dinheiro para o Tesouro/Governo financiar as próprias atividades e ele te paga com juros + a variação do IPCA (inflação). Dessa maneira, você tem a garantia de que sempre terá uma valorização real (acima da inflação).

Tem garantia do FGC? não, mas nunca houve histórico de calote e os títulos do Tesouro Direto são considerados os mais seguros do Brasil.

Liquidez: a partir de cinco anos.

Prazo: apesar de só ser possível resgatar o título no vencimento, o Tesouro garante a sua recompra, caso você precise do dinheiro, mas ele estará sujeito ao preço cotado no dia nesse “mercado secundário” e pode ser que você tenha uma remuneração inferior à que teria no dia do vencimento original.

Remuneração: IPCA + taxa prefixada.

Investimento mínimo: normalmente, a partir de R$ 30.

Paga Imposto de Renda? Sim (tabela regressiva).

Paga taxa de administração? Não. Mas há a cobrança de uma taxa de custódia da B3 (a nossa Bolsa de Valores) de 0,25% ao ano, já descontado do rendimento que você verá na tela de sua corretora.

Perfil do investimento: conservador.

Ideal para: objetivos de médio e longo prazos. Não adequado para a reserva de segurança.

Exemplo: Na data de publicação desse conteúdo, o melhor rendimento que encontrei no site do Tesouro Direto foi título do Tesouro Direto IPCA+ 2055, que paga IPCA + 3,44% ao ano. O investimento mínimo é de R$ 50, com vencimento em 2055, mas com garantia de recompra pelo Tesouro antes do prazo, sujeito ao preço de mercado, que pode ser desvantajoso.

Hoje, estamos listando apenas investimentos de renda fixa com garantia. Se você também está interessado em renda variável, nós já falamos sobre os quatro mandamentos para ganhar mais dinheiro com ações. Vale a pena saber disso!

 

Títulos Prefixados

Tesouro Prefixado ou Tesouro Prefixado com Juros Semestrais

Como funciona? Você empresta o dinheiro para o Governo financiar as próprias atividades, e ele te paga com juros previamente estabelecidos.

Tem garantia do FGC? Não, mas nunca houve histórico de calote e os títulos do Tesouro Direto são considerados os mais seguros do Brasil.

Liquidez: a partir de três anos.

Prazo: apesar de só ser possível resgatar o título no vencimento, o Tesouro garante a sua recompra, caso você precise do dinheiro, mas ele estará sujeito ao preço cotado no dia nesse “mercado secundário” e pode ser que você tenha uma remuneração inferior à que teria no dia do vencimento original.

Remuneração: taxa prefixada.

Investimento mínimo: normalmente, a partir de R$ 30.

Paga Imposto de Renda? Sim (tabela regressiva).

Paga taxa de administração? Não. Mas há a cobrança de uma taxa de custódia da B3 (a nossa Bolsa de Valores) de 0,25% ao ano, já descontado do rendimento que você verá na tela de sua corretora.

Perfil do investimento: conservador.

Ideal para: objetivos de médio e longo prazos. Não adequado para a reserva de segurança.

Exemplo: Na data de publicação desse conteúdo, o melhor rendimento que encontrei no site do Tesouro Direto foi título do Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031, que paga 6,73% ao ano. O investimento mínimo é de R$ 38, com vencimento em 2031, mas com garantia de recompra pelo Tesouro antes do prazo, sujeito ao preço de mercado, que pode ser desvantajoso.

 

Indexados à Taxa Selic

Tesouro Selic

Como funciona? Você empresta o dinheiro para o Tesouro/Governo financiar as próprias atividades e ele te paga com juros da taxa Selic do período + um pequeno juro prefixado.

Tem garantia do FGC? Não, mas nunca houve histórico de calote e os títulos do Tesouro Direto são considerados os mais seguros do Brasil.

Liquidez: a partir de cinco anos. Apesar de haver um vencimento, esse título pode ser resgatado a qualquer momento.

Prazo: caso precise fazer o resgate a qualquer tempo, o dinheiro estará disponível para você no dia seguinte.

Remuneração: Selic + pequena taxa prefixada.

Investimento mínimo: normalmente, a partir de R$ 100.

Paga Imposto de Renda? Sim (tabela regressiva).

Paga taxa de administração? Não. Mas há a cobrança de uma taxa de custódia da B3 (a nossa Bolsa de Valores) de 0,25% ao ano, já descontado do rendimento que você verá na tela de sua corretora.

Perfil do investimento: conservador.

Ideal para: objetivos de curto prazo. É adequado para a reserva de segurança.

Exemplo: Na data de publicação desse conteúdo, o melhor rendimento que encontrei no site do Tesouro Direto foi título do Tesouro Selic 2025, que paga Selic + 0,03% ao ano. O investimento mínimo é de R$ 105, com liquidez diária.

 

CDB

Certificado de Depósito Bancário

Como funciona? Você empresta o dinheiro para o banco financiar as próprias atividades e ele te paga com juros.

Tem garantia do FGC? Sim, até R$ 250 mil por CPF, por conglomerado financeiro. Há um limite de R$ 1 milhão se houver investimentos em mais de um conglomerado.

Liquidez: depende do título que você adquirir. Normalmente há uma data em que você resgatará o seu dinheiro acrescido de juros. Antes disso, não será possível resgatar.

Prazo: a partir de liquidez diária.

Remuneração: pode haver remuneração em um porcentual do CDI, CDI + spread, ou por um índice de preço, como IGP-M ou IPCA, além de haver a possibilidade de haver remuneração por uma taxa prefixada.

Investimento mínimo: normalmente entre R$ 500 e R$ 10.000.

Paga Imposto de Renda? Sim (tabela regressiva).

Paga taxa de administração? Não.

Perfil do investimento: conservador.

Ideal para: objetivos de médio e longo prazos. Não adequado para a reserva de segurança, caso o CDB não tenha liquidez diária.

Exemplo: Na data de publicação desse conteúdo, o melhor rendimento que encontrei no App Renda Fixa foi o CDB prefixado do Banco Máxima, que paga 10% ao ano. O investimento mínimo é de R$ 500, com possibilidade de saque apenas depois de seis anos.

 

LC

Letra de Câmbio

Como funciona? É muito parecido com o CDB e, ao contrário do que o nome sugere, não tem a ver com a relação entre duas moedas (câmbio). Aqui, você empresta o seu dinheiro para uma financeira (exemplos: BC Financeira, Crefisa e Losango), em vez de para um banco, como acontece no CDB.

Tem garantia do FGC? Sim, até R$ 250 mil por CPF, por conglomerado financeiro. Há um limite de R$ 1 milhão se houver investimentos em mais de um conglomerado.

Liquidez: depende do título que você adquirir. Normalmente há uma data em que você resgatará o seu dinheiro acrescido de juros. Antes disso, não será possível resgatar.

Prazo: entre três meses e dez anos.

Remuneração: pode haver remuneração em um porcentual do CDI, CDI + spread, ou por um índice de preço, como IGP-M ou IPCA, além de haver a possibilidade de haver remuneração por uma taxa prefixada.

Investimento mínimo: normalmente entre R$ 1.000 e R$ 10.000.

Paga Imposto de Renda? Sim (tabela regressiva).

Paga taxa de administração? Não.

Perfil do investimento: conservador.

Ideal para: objetivos de médio e longo prazos. Não adequado para a reserva de segurança, caso a LC não tenha liquidez diária.

Exemplo: Na data de publicação desse conteúdo, um dos melhores rendimentos que encontrei no App Renda Fixa foi a LC da Socinal Financeira, que paga IPCA +4,05% ao ano. O investimento mínimo é de R$ 1.000, com possibilidade de saque apenas depois de seis anos.

 

LCI

Letra de Crédito Imobiliário

Como funciona? Você empresta o seu dinheiro para o banco, ou instituição financeira, fomentar o setor imobiliário, seja para a construção, financiamento ou reforma de imóveis.

Tem garantia do FGC? Sim, até R$ 250 mil por CPF, por conglomerado financeiro. Há um limite de R$ 1 milhão se houver investimentos em mais de um conglomerado.

Liquidez: depende do título que você adquirir. Normalmente há uma data em que você resgatará o seu dinheiro acrescido de juros. Antes disso, não será possível resgatar.

Prazo: entre três meses e dez anos.

Remuneração: normalmente um porcentual do CDI. Costuma ter um porcentual do CDI menor que um CDB, pois é isento de Imposto de Renda. É importante levar isso em conta na hora de comparar onde vai investir.

Investimento mínimo: normalmente a partir de R$ 5.000, mas é possível encontrar a partir de R$ 500.

Paga Imposto de Renda? Não (isento).

Paga taxa de administração? Não.

Perfil do investimento: conservador.

Ideal para: objetivos de médio e longo prazos. Não adequado para a reserva de segurança, caso a LCI não tenha liquidez diária.

Exemplo: Na data de publicação desse conteúdo, um dos melhores rendimentos que encontrei no App Renda Fixa foi a LCI do Banco Bari, que paga IPCA +3,4% ao ano. O investimento mínimo é de R$ 1.000, com possibilidade de saque apenas depois de cinco anos.

 

LCA

Letra de Crédito do Agronegócio

Como funciona? Muito parecido com a LCI. Você empresta o seu dinheiro para o banco, ou instituição financeira, fomentar o setor agropecuário, desde a plantação e criação animal, até maquinário agrícola, sementes e comercialização.

Tem garantia do FGC? Sim, até R$ 250 mil por CPF, por conglomerado financeiro. Há um limite de R$ 1 milhão se houver investimentos em mais de um conglomerado.

Liquidez: depende do título que você adquirir. Normalmente há uma data em que você resgatará o seu dinheiro acrescido de juros. Antes disso, não será possível resgatar.

Prazo: entre três meses e dez anos.

Remuneração: normalmente um porcentual do CDI. Costuma ter um porcentual do CDI menor que um CDB, pois é isento de Imposto de Renda. É importante levar isso em conta na hora de comparar onde vai investir.

Investimento mínimo: normalmente a partir de R$ 5.000, mas é possível encontrar a partir de R$ 500.

Paga Imposto de Renda? Não (isento).

Paga taxa de administração? Não.

Perfil do investimento: conservador.

Ideal para: objetivos de médio e longo prazos. Não adequado para a reserva de segurança, caso a LCA não tenha liquidez diária.

Exemplo: Na data de publicação desse conteúdo, um dos melhores rendimentos que encontrei no App Renda Fixa foi a LCA do Banco Original, que paga IPCA +1,7% ao ano. O investimento mínimo é de R$ 1.000, com possibilidade de saque apenas depois de três anos.

 

Cada investimento é recomendado para um tipo de investidor: conservador, moderado e arrojado. Qual você considera que mais combinado com você?

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