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5 dicas para seu negócio sobreviver à quarentena

César Esperandio

31/03/2020 04h00

Nossa rotina mudou nas últimas semanas por conta da pandemia do novo coronavírus. A preocupação agora, além da saúde física, é a saúde financeira. Como fica a nossa renda com tudo isso?

A economista Yolanda Fordelone, do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro vai dar cinco dicas para autônomos e empreendedores sobreviverem à quarentena.

A crise do coronavírus pegou em cheio o bolso das pessoas. Muitas pessoas estão com medo de ficarem desempregadas e, nessas primeiras semanas, os autônomos e empreendedores já têm sentido o impacto da diminuição da renda.

Estamos falando do Uber que parou de circular por falta de passageiro, da doceira que parou de fazer festinha, e do lojista que baixou as portas.

Ninguém vai sair ileso. Mas se der para amenizar o impacto, melhor.

Vamos às dicas:

1. Negocie prazos

A hora é de negociação. Então, a primeira dica para profissionais liberais sobreviverem à quarentena é negociar a data do pagamento do empréstimo. Muitos bancos já têm aberto a possibilidade de estender e negociar prazos, mas leve em conta também a negociação de pagamento de fornecedores, do aluguel do estabelecimento, tudo…

Quanto mais tempo ganhar, melhor para conseguir achar mais saídas para as finanças.

Lembre-se que a outra ponta da negociação provavelmente preferirá dar um desconto ou mudar a data do que não receber nada.

A situação está difícil para todos. Então, não se aproveite disso apenas para economizar. Recorra a essas negociações se não houver opção.

2. Em vez de cancelar serviços, adie

Temos visto muitas empresas que fazem festas, consertos e os mais diversos negócios, negociando a data de execução do serviço.

Proponha, mesmo que seja com desconto, que a pessoa faça o serviço mais para frente, em vez de cancelar o contrato.

3. Invista no marketing digital

Seja por redes sociais ou através de um site próprio, a hora é das vendas à distância.

É interessante aplicar a modalidade de delivery para o seu comércio. Temos visto muitas lojas com as portas abaixadas, mas com um aviso de que há serviços de entrega dos produtos.

No caso dos serviços via redes sociais, os profissionais de educação física são um bom exemplo. Há muito profissional oferecendo aulas de dança, yoga, personal… Tudo online.

Também há casos de psicólogos migrando seus serviços para plataformas digitais.

4. Hora das promoções

Pense em oferecer seus produtos com desconto para impulsionar as vendas nessa época em que as pessoas estão receosas de ir às compras.

Se é um serviço, vale a mesma regra. A única diferença é que o serviço vai ser executado lá na frente.

Recebemos, por exemplo, e-mails de empresas de depilação à laser e de salões de beleza oferecendo muito desconto para o cliente que comprar o serviço agora e o utilizasse a partir de maio.

5. Guarde o máximo que conseguir

Se você não é um microempresário ou profissional autônomo, essa dica também serve para você.

Se possível, a hora é de fazer a reserva de emergência ou ampliá-la.

Como ninguém sabe quanto tempo essa crise durará, guarde o máximo de dinheiro que puder.

Lembre-se que você ainda é privilegiado nisso tudo se não teve a sua renda diminuída.

"Eu, particularmente, apesar de trabalhar no computador, estou evitando acessar sites de compras e dar muita atenção aos anúncios do Instagram", recomenda Yolanda Fordelone. "Todo o dinheiro que posso, vou guardar e ampliar a minha reserva. Hoje tenho o equivalente a cinco meses de gastos na reserva de segurança, mas quero ampliar para dez meses", continua.

Que outra dica você tem para lidarmos com a crise? Conte aqui nos comentários ou fale com a gente no nosso canal do YouTubeInstagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

Sobre os Autores

César Esperandio: economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

Yolanda Fordelone: economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

Sobre o Blog

O Econoweek é um blog escrito por dois economistas que querem traduzir a economia, as finanças e o dinheiro.

Econoweek