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4 dicas de trabalho para quem nunca fez home office

César Esperandio

23/03/2020 04h00

Com um enorme problema de saúde do novo coronavírus assolando o mundo, a crise econômica passa a ser uma preocupação.

Uma das medidas mais imediatas tomadas por algumas empresas, que deverá ter adesão crescente, é a prática do home office, onde o funcionário passa a trabalhar de sua casa, em vez de ir ao escritório. Desacelerando, assim, a proliferação do vírus.

Há alguns grandes problemas nessa questão. E o economista César Esperandio, do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro, mostra as situações enfrentadas por todas as pessoas e empresas, o impacto na economia, além de dar quatro dicas para aumentar a produtividade daqueles que estão trabalhando de casa.

O primeiro problema é que há um universo muito maior de pessoas que não têm a possibilidade de fazer home office por motivos diversos. Alguns estão em áreas essenciais nesse momento, como policiais, profissionais da área de saúde, trabalhadores de supermercados, entre outros.

Para essas pessoas, o cuidado tem que ser aumentado. Afinal, estão mais expostos aos riscos, além de possivelmente passarem a enfrentar maior dificuldade de locomoção, visto que em algumas localidades já há redução de transporte público.

Outra grande complicação diz respeito aos profissionais autônomos e liberais que exercem atividade pouco condizente com o home office.

O cabeleireiro, a manicure, o instrutor de pilates e de academia, além de inúmeros outros casos, não terão clientes o suficiente para manter suas receitas, muito embora as despesas não reduzirão no mesmo ritmo.

Governos e administrações municipais estão tomando medidas para aliviar a situação financeira desses profissionais e empresários, como isenções do pagamento de alguns serviços, não cobrança de dívidas, etc.

Não me prolongarei nesse assunto, pois estamos levantando informações de como essa categoria de profissionais podem driblar essa situação, minimizando o impacto negativo. Publicaremos esse conteúdo em breve em nosso blog UOL.

Por fim, mesmo no caso de pessoas e empresas cujas atividades permitam a prática do home office, a verdade é que a maioria não está preparada para ativar o modo online tão de repente.

A questão passa por problemas de falta de infraestrutura adequada para o profissional trabalhar de sua casa, como um sistema digital funcional e estabelecido para o home office dentro da corporação, banda de internet suficiente na casa do funcionário e ambiente ergonomicamente adequado.

Mesmo assim, há questões mais sutis, como o profissional ter que lidar com "adversidades" não usuais no escritório, como o pet pedindo atenção, o filho brincando ao lado, e um mar de possibilidades de distrações ao longo do dia.

Outro ponto delicado é a saúde mental das pessoas que trabalham de suas casas, ou apenas estão impossibilitadas de seguirem a rotina normal.

Já há preocupação em como lidar com uma situação de isolamento, que há chances de se intensificar nos próximos dias, sendo que estamos acostumados a ver nossos colegas e novas pessoas todos os dias. Isso pode nos deixar mais tristes e, num recorte estritamente profissional, menos produtivos.

Levando em conta que ainda não há previsão clara sobre a extensão do problema da pandemia, esses pontos levantados têm grande potencial de impactar a economia.

Basta olhar vários estabelecimentos comerciais fechados na cidade de São Paulo (o que deverá acontecer também em outros lugares), bem como a diminuição de receitas de profissionais autônomos e empresas, e a queda das Bolsas de Valores ao redor do mundo, para perceber a gravidade da situação.

Parte dos efeitos negativos no mercado financeiro pode ser exagerado, mas ninguém sabe ao certo até onde isso irá.

O economista que apresenta uma projeção muito firme do impacto desse grande problema no PIB e em outras variáveis, ou é ingênuo, ou é obrigado a apresentar algum número aos seus investidores.

A verdade é que ninguém sabe direito o que deverá acontecer nos próximos dias e meses.

Nessa direção, uma contribuição importante, embora seja um pequeno passo, veio do Blog Guru, que deu quatro dicas de como se acostumar ao home office rapidamente e continuar fazendo o seu trabalho normalmente, na medida do possível. Compartilho agora com vocês.

1. Organizar o tempo é fundamental

Manter os mesmos horários corriqueiros, como horário de acordar e de começar a trabalhar, bem como caprichar na organização da agenda, farão bem à sua rotina. De quebra, sobrará o tempo que antes era gasto com locomoção para fazer o que você quiser.

2. Vista-se para ir trabalhar

Para evitar a "preguiça" de ficar em casa, adicione à dica anterior a continuidade do hábito de se vestir como se fosse ao trabalho no horário de sempre. É um truque psicológico.

3. Tenha um cantinho para trabalhar

Outro truque psicológico, além de se manter longe das distrações da TV, videogame e redes sociais, é reservar um local dedicado exclusivamente para trabalhar. A sua mente entenderá que ali é um ambiente de trabalho, equivalente ao escritório.

Trabalhar do sofá pode ser um convite à procrastinação.

4. Converse com seus colegas de trabalho

O pessoal que deu essas dicas recomendou o uso da ferramenta Whereby, que permite, dentre outras funcionalidades, manter a webcam ligada a todo instante, de modo que todos os colegas de trabalham possam se ver e conversar a todo instante.

Além de ficar muito parecido com a sala de um escritório, e evitar a solidão, o microfone pode ser desligado, dando a conveniência da concentração no trabalho em silêncio, e o acionamento do colega chamando diretamente por voz assim que precisar.

Nos próximos posts, compartilharemos mais dicas para aqueles que não podem fazer home office.

Enquanto isso, compartilhe com a gente as suas dicas nos comentários. O que podemos fazer para reduzir os impactos negativos desse problema que o mundo enfrenta? Você pode entrar em contato no nosso canal do YouTubeInstagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

Sobre os Autores

César Esperandio: economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

Yolanda Fordelone: economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

Sobre o Blog

O Econoweek é um blog escrito por dois economistas que querem traduzir a economia, as finanças e o dinheiro.

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