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Aprenda como lucrar com 5 modos de investir em startups em 7 minutos

César Esperandio

17/03/2020 04h00

Vários seguidores nos perguntam sobre startups e como investir nesse tipo de coisa.

Nós já falamos se vale a pena investir em startups. O conteúdo ficou bem interessante e vale o clique.

Mas o que chama a atenção é que alguns investimentos na Bolsa estão sofrendo com essa crise recente, enquanto outras startups estão crescendo no mesmo período.

Eu fui atrás da Captable, uma plataforma que possibilita o encontro de fintechs e pessoas dispostas a investir na ideia, que me falou das cinco maneiras de investir em startups.

Hoje, o César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia e do dinheiro, vai comentar as cinco maneiras de investir em startups, seus riscos, investimentos mínimos e prazo de retorno.

1. Aceleradora

Uma aceleradora é um tipo de incubadora, que seleciona startups que têm potencial de crescimento e fornecem todo o auxílio para evoluírem e terem sucesso.

Na prática, você investe na aceleradora, que montará um portifólio de investimento para você, diversificado em várias startups.

O valor total investido no portifólio costuma ser entre R$ 50 mil e R$ 100 mil em startups em fase inicial. Dessa maneira, esse é considerado um investimento arriscado, com período de retorno superior a quatro anos.

2. Investimento Anjo

O investidor anjo é a pessoa que investe dinheiro próprio em startups que estão surgindo com alto potencial de crescimento.

Normalmente, o investidor anjo assume uma parte minoritária na sociedade da startup, atuando como mentor ou conselheiro. Assim, é esperado que você tenha experiência para ajudar a startup a crescer, caso queira ser esse investidor anjo.

É comum que se invista em startups em fase inicial, aumentando o risco do investimento.

Os valores de investimento em cada startup costumam variar entre R$ 50 mil e R$ 250 mil, de modo que, para montar uma carteira diversificada e diminuir o risco de se investir em apenas uma empresa, o investimento total da carteira pode ficar entre R$ 250 mil e R$ 2,5 milhões.

3. Seed

Conhecido como "seed" ou "investimento semente", esses investidores buscam startups um passo adiante das que buscam os investidores anjo. Ou seja, startups que já estejam funcionando e gerando receita, mas que precisam de mais dinheiro para expandirem as operações.

Assim, dentre os demais, esse é um investimento considerado de médio risco, com prazo de retorno esperado de dois anos.

Por outro lado, são investimentos mais caros, demandando aportes entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões. Assim, estão disponíveis para investidores de alta renda ou Family offices, como são conhecidos os fundos de investimentos de famílias ricas.

4. Séries A, B, C

Os nomes dessas séries se referem às rodadas de grandes investimentos em startups que já estão crescendo de forma acelerada.

Normalmente, os investimentos costumam ser a partir de R$ 10 milhões por startup, feitos por fundos de venture capital, que focam nesse tipo de modalidade.

O valor mínimo para ingressar em um fundo de venture capital varia muito, mas não costuma ser tão acessível.

5. Plataforma de investimentos

Essa modalidade tem se popularizado, facilitando a entrada no mundo dos investimentos em startups. Mais de R$ 90 milhões em 2019, e mais de R$ 200 milhões nos últimos 3 anos, segundo relatório.

O valor de investimento mínimo por startup costuma variar em cada plataforma, cujos valores iniciais costumam ser entre R$ 1.000 e R$ 10 mil.

"O ideal é sempre diversificar seus investimentos em pelo menos cinco startups", afirma Paulo Deitos, fundador da Captable, plataforma que aceita investimentos a partir de R$ 1.000.

Do outro lado, o do empresário que busca investidores, a Guru, startup de investimentos que está dando os primeiros passos no mercado com a versão beta do seu app, solucionou esse processo de forma criativa. Acreditando no poder da rede e como esses primeiros investidores poderiam auxiliar na construção da empresa, começou a apresentar a ideia par algumas pessoas e captou investimento com 37 investidores (amigos, família e amigos de amigos).

"Queríamos o maior número de investidores, mesmo que com cheques menores neste primeiro momento. Vemos muitas fintechs na Europa que captaram com a comunidade como uma forma de criar uma grande comunidade em volta da marca. A Guru nasce democrática, garantindo a participação plena dos usuários, inclusive dando a chance de eles serem sócios.", conta Marcelo Zuppardo, fundador da Guru.

Vale lembra que independente do seu perfil, seja mais arrojado ou mais conservador, é recomendável diversificar seus investimentos em ativos de baixo, médio e alto risco, na proporção que o deixe confortável, passando pela renda fixa, renda variável e modalidades alternativas, como os investimentos em startups.

"Não colocar todos os ovos em uma cesta só" ainda é uma máxima que faz e continuará fazendo sentido.

Os investimentos servem para trazer, no presente, a tranquilidade de construir um futuro mais seguro e confortável.

Se você perde o sono por causa dos seus investimentos, essa pode ser uma indicação de que esteja mais exposto ao risco do que o adequado para o seu perfil.

Você investiria em startups? Ou prefere outros tipos de investimentos?

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Sobre os Autores

César Esperandio: economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

Yolanda Fordelone: economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

Sobre o Blog

O Econoweek é um blog escrito por dois economistas que querem traduzir a economia, as finanças e o dinheiro.

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