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Leilões de imóveis: como funcionam e quais cuidados tomar para aproveitar

César Esperandio

11/02/2020 04h00

Você já ouviu falar em leilões de imóveis?

É bastante comum que grandes bancos, como Caixa Econômica, Santander, Itaú e Bradesco, leiloem uma série de imóveis.

Os descontos podem chegar a 70% do valor normal da residência e pode ser uma ótima oportunidade para adquirir a sua casa, seja para morar ou investir.

Hoje, a economista do EconoweekYolanda Fordelone, mostra tudo sobre o funcionamento dos leilões de imóveis, os tipos de leilões, os riscos e cuidados a se tomar, além de esclarecer se esse tipo de compra é ou não vantajosa.

 

Da última vez que conversamos por aqui, mostramos se ainda há investimentos em renda fixa que valem a pena e apresentamos algumas fintechs que são alternativas interessantes para os investimentos. Vale a pena o clique!

 

O que é um leilão de imóveis?

Com o desemprego, crise, ou outros motivos, muitas pessoas ficam com dificuldade de pagar as parcelas do financiamento imobiliário. Assim, algumas pessoas acabam tendo seus imóveis devolvidos para o banco.

Há outras situações típicas de imóveis que são leiloados depois de empréstimos cujas residências serviram como garantia ao não pagamento.

De todo modo, os bancos não se interessam por ter em sua carteira diversos empreendimentos, que vão para o leilão de imóveis.

Por isso, de tempos em tempos, os bancos contratam uma empresa de leilões para vender esses bens.

Como o interesse é se desfazer rápido dos imóveis, acabam dando um bom desconto em muitos casos.

 

Como funciona um leilão de imóveis?

Diferentemente de uma compra comum, em que há um vendedor e um comprador negociando o preço, no leilão de imóveis, pode haver vários interessados. Cada um deles dá um lance, ou seja, fala o valor que estaria disposto a pagar por aquilo, e ganha o que tiver a melhor oferta.

Um leilão de imóveis pode acontecer de forma presencial ou online. Mas o que importa é que o leiloeiro — pessoa responsável pela organização do processo — recebe e analisa os diferentes lances. Ele vê o comprador que ofereceu o maior valor e que, portanto, será o novo proprietário do imóvel.

Por isso, é importante você ter uma boa noção de quanto vale o tipo de imóvel que você está interessado, de acordo como tamanho, região e demais características. Ou seja, não vale a pena dar um lance baixo demais, que não teria chance de ganhar, nem se empolgar para adquirir o imóvel e acabar pagando caro.

Entretanto, há um valor mínimo de avaliação daquele imóvel, correspondente ao lance mínimo inicial, o qual, geralmente fica muito abaixo do valor de mercado.

Para participar de um leilão de imóveis, basta se cadastrar na empresa que fará o leilão e enviar seu lance online, ou ir até o local combinado no dia do leilão, se ele for presencial.

Dica: se você for financiar o imóvel leiloado, é preciso consultar o banco antes da realização do leilão.

 

Tipos de leilão

Há os leilões de imóveis chamados extrajudiciais. São aqueles em que o imóvel estava como garantia de um crédito tomado.

Há também os judiciais, aqueles determinados pela Justiça.

Os especialistas dizem que os leilões judiciais são mais seguros em termos de burocracia, onde o imóvel é transferido para o seu nome de maneira bastante ágil.

O proprietário de um imóvel de leilão extrajudicial pode levar mais tempo pra regularizar toda a situação.

É aqui que entram nossas dicas para os cuidados e riscos a se observar.

 

Cuidados e riscos

  1. Sempre que possível, visite o imóvel. As vezes, o imóvel pode estar alugado e, neste caso, o morador não é obrigado a mostrar o bem. Mas sempre consulte o leiloeiro a fim de saber as condições de visita;
  2. Avalie se você está disposto a esperar o tempo da regularização do imóvel, principalmente se ainda houver inquilino. No caso dos processos extrajudiciais, se ainda não houve ainda uma ação de despejo, depois do leilão, o inquilino tem de sair do imóvel em até 60 dias. No leilão judicial, a justiça dá um prazo menor e, se a pessoa não sair, há uma ordem de despejo. Não conseguir se livrar do inquilino, ou demorar para conseguir, é um risco;
  3. Outro risco é o de adquirir um imóvel de leilão que começará a apresentar problemas de encanamento, fiação, etc. Por isso, é bom visitar o bem e, se possível, acompanhado de um especialista, como um arquiteto, um engenheiro civil ou um corretor;
  4. Não se empolgue tanto. Mantenha a emoção sob controle ou poderá acabar pagando caro. Apesar de o lance inicial geralmente vir com um bom desconto, tome cuidado para não se empolgar nos lances subsequentes;
  5. O Último cuidado é se programar levando em conta não apenas o valor do imóvel, mas também a possível reforma, a documentação que necessária, bem como a taxa do leiloeiro, que oficialmente é de 5% do valor do imóvel.

 

Você comprar um imóvel em um leilão? A casa própria continua sendo os dos principais sonhos do brasileiro.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre os Autores

César Esperandio: economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

Yolanda Fordelone: economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

Sobre o Blog

O Econoweek é um blog escrito por dois economistas que querem traduzir a economia, as finanças e o dinheiro.