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Erros financeiros de 2019 que não queremos repetir em 2020

César Esperandio

03/01/2020 04h04

Depois de dividirmos com vocês quais são as nossas metas para termos um 2020 mais próspero, com mais dinheiro e mais conhecimento, chegou a hora de contarmos quais foram as besteiras que cometemos em 2019 e que não pretendemos repetir neste ano novo.

Hoje, os economistas do Econoweek, César Esperandio e Yolanda Fordelone, contam quais foram as suas gafes de 2019, que serviram de lição para mudar de postura com o dinheiro em 2020.

 

Erro 1: saber que tem um péssimo investimento, mas não fazer nada

Antes de 2019, o César colocou um dinheiro em um fundo de investimentos do banco em que trabalhava.

Como esse fundo era muito famoso e funcionários do banco tinham acesso facilitado, ele investiu uma quantia sem sequer olhar muitos detalhes desse fundo. O erro já começou aí, mas isso aconteceu antes de 2019.

Já no ano passado, ao observar detalhes desse fundo de ações, ele percebeu algumas coisas que não faziam nenhum sentido.

O fundo tem como benchmark (desempenho de referência) o CDI, comum em fundos de renda fixa, mas não o Ibovespa, como é de se esperar para um fundo de ações.

Além dos 2% ao ano de taxa de administração, comum para esse tipo de fundo, havia também uma cobrança de taxa de performance de 20% para o desempenho que excedesse os 100% do CDI.

A taxa de performance normalmente é algo muito bom, pois incentiva o gestor do fundo e sua equipe a buscarem melhores desempenhos. Mas o CDI, hoje, gira ao redor de 4,5% ao ano, e o Ibovespa teve desempenho muito superior em 2019.

Esse fundo deveria ter como benchmark da taxa de performance o Ibovespa ou, pelo menos, inflação mais uma taxa combinada, para, aí sim, receberem uma taxa de performance.

Mesmo sabendo disso tudo, o César acabou enrolando o ano inteiro e não tirou o dinheiro de lá.

Para 2020, isso tem que ser feito o quanto antes.

 

Erro 2: parar de planilhar gastos e extrapolar

Diante da correria do dia a dia, a Yolanda Fordelone acabou deixando de anotar seus gastos em 2019.

Além disso, com uma grande carga de trabalho e stress, acabou compensando com gastos desnecessários.

Apesar de ela, ainda assim, ter conseguido economizar um pouco de dinheiro no ano passado, ela tem consciência de que poderia ter investido muito mais se tivesse mais controle dos gastos.

 

Erro 3: deixar o dinheiro na poupança

Muito parecido com o primeiro erro que comentamos, ter uma conta poupança, onde automaticamente fica o dinheiro que conseguimos economizar, pode ser uma cilada.

Na prática, se a inflação estiver mais baixa que o dinheiro investido na poupança, não haverá prejuízo. Mas, quando lembramos que há diversas opções de investimentos, tão seguros quanto a poupança, mas que rendem muito mais, dá um peso na consciência pensar que ainda deixamos o nosso dinheiro nesse tipo de coisa.

Uma dica é criar o hábito de investir periodicamente ou, mesmo, usar serviços como a Nuconta, do Nubank, que já rende mais que poupança e ainda serve muito bem como reserva de segurança.

 

Erro 4: ter maus hábitos e não ter um plano de saúde

Com uma rotina pouco saudável de atividades físicas, o César sofreu uma lesão razoavelmente grave e teve que recorrer a procedimentos médicos com certa urgência.

No fim, acabou gastando mais de R$ 5.000 entre atendimento médico, fisioterapia e medicamentos.

Para 2020, ele pretende continuar melhorando a rotina de atividades físicas e já contratou um plano de saúde.

"Eu precisei sentir no bolso e no corpo para começar a me planejar melhor", relata.

No vídeo acima, comentamos ainda outros deslizes que cometemos em 2019 e que pretendemos não repetir em 2020.

 

Quais erros você cometeu em 2019, que não vai mais repetir em 2020?

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre os Autores

César Esperandio: economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

Yolanda Fordelone: economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

Sobre o Blog

O Econoweek é um blog escrito por dois economistas que querem traduzir a economia, as finanças e o dinheiro.

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