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Atendendo desde personal trainers a investidores, fintechs desafiam bancos

César Esperandio

06/12/2019 04h00

Se você é um profissional autônomo, como um personal trainer, psicólogo, advogado ou qualquer outra atividade que necessita de pagamentos e cobranças recorrentes de seus clientes, com certeza já passou por situações chatas, como cobrar mensalidades atrasadas e teve que lidar com a dificuldade de métodos de pagamentos nem sempre tão eficientes, para piorar a situação.

No vídeo acima, o economista do Econoweek, César Esperandio, bateu um papo com o Júlio Almeida, fundador do aplicativo hyppe, um serviço que reúne cobranças recorrentes dos clientes do assinante, bem como, de maneira opcional, possibilita o pagamento diretamente pelo ecossistema da hyppe (sim, se escreve tudo minúsculo).

"Para que todos possam testar, permitimos o uso de nosso serviço sem a cobrança de assinaturas para até cinco clientes do nosso assinante", afirma Júlio Almeida.

Não bastasse essa novidade, também trouxemos para essa conversa Leonardo Belisário e Bruno Patrus, ambos sócios da fintech INCO Inventimentos, que é uma crowdfunding de investimentos, uma modalidade em que pessoas físicas podem emprestar diretamente a empresas que buscam captação de recursos.

Em tempos de Selic a 5% ao ano, soluções financeiras como essa unem duas pontas: o investidor que busca maior rentabilidade e o empresário que busca taxas mais competitivas para um empréstimo.

 

Mas, o que os dois assuntos tem a ver?

Ambas as iniciativas são soluções financeiras, habitualmente conhecidas como fintechs, e estão em estágio inicial no progresso do negócio.

Além dessas similaridades, ambas as startups foram selecionadas para o programa de aceleração do Opp, uma iniciativa do C6 Bank que atua como incubadora e aceleradora, oferecendo mentoria, capacitação e conexão de negócios, sejam eles fintechs ou não.

Trouxemos essa galera para bater um papo sobre desafios de empreender, soluções financeiras e o prazer de tocar o próprio negócio.

 

É comum startups operarem "no vermelho"?

Sim, é muito comum. Principalmente nos estágios iniciais do negócio, onde o melhor modelo ainda está sendo testado.

Ainda assim, a INCO, mesmo com pouco tempo de vida, já está conseguindo ter lucro, mostrando que é possível fazer negócios no setor de crédito, cobrando taxas mais baixas e, ainda assim, tornar o negócio sustentável.

Já a hyppe ainda opera "no vermelho", mas Júlio Almeida não se preocupa muito com isso. "Estamos em uma etapa de validação do produto. Então, hoje, eu me preocupo muito mais em encontrar o produto market fit da gente do que da forma como vamos ganhar dinheiro", afirma. "Se a gente movimentar todo o dinheiro que essa galera que tem recorrência no aplicativo, teremos muitas formas de ganhar dinheiro".

 

Quais são os principais desafios?

Para a hyppe, uma startup de Belém do Pará, o primeiro desafio foi os três sócios virem para São Paulo, estando longe da família e da cultura onde cresceram. Já o segundo desafio foi fazer novas conexões de negócios em uma nova cidade, uma vez que Belém ainda tem um ecossistema de startups quase inexistente, segundo Almeida.

Na INCO, o principal desafio, que os sócios já estão habituados, é fazer uma análise profunda de crédito.

"O nosso objetivo é que o negócio seja bom para todos: tanto para o tomador, que consegue maior agilidade e taxas mais baixas, como para o investidor, que tem acesso a remunerações entre 200% e 300% do retorno do CDI", segundo Bruno Patrus.

Segundo os sócios, a INCO busca minimizar os riscos trazendo algumas garantias para o investidor, que variam conforme cada negócio em questão.

"O nosso cliente investidor vê o que o seu investimento está gerando. Se for um prédio, ele pode passar e ver o prédio, além de nós da INCO enviarmos relatórios mensais onde o investidor pode acompanhar o avanço da obra, a geração de empregos e onde o seu dinheiro está impactando", afirma Leonardo Belisário.

O Econoweek reforça que, apesar de uma solução inovadora, é importante que o investidor conheça seu perfil de risco e a natureza do negócio antes de fazer esse tipo de investimento, que não é adequado para a reserva de liquidez, pois não será possível resgatar o investimento principal a qualquer momento, bem como oferece risco maior do que o Tesouro Direto, por exemplo.

 

O bate-papo completo, você pode conferir no nosso vídeo do YouTube.

 

O que você achou dessas fintechs e suas soluções inovadoras?

Conta aqui nos comentários ou fale com a gente no nosso canal do YouTube, Instagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

Sobre os Autores

César Esperandio: economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

Yolanda Fordelone: economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

Sobre o Blog

O Econoweek é um blog escrito por dois economistas que querem traduzir a economia, as finanças e o dinheiro.

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