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Sete dicas para usar o cartão de crédito de maneira consciente

César

10/09/2019 04h00

Há um monte de opções de cartões de crédito disponíveis por aí. A boa novidade (não tão nova assim) é que agora também há bastante opções que não cobram anuidade e às vezes também trazem alguns benefícios bem legais.

Hoje, o Econoweek vai te dar sete dicas de como usar melhor o seu cartão de crédito e fazer dele um aliado, e não um vilão, das suas finanças.

Dica 1

Um princípio que gostamos muito é pensar que o seu cartão é de débito e não de crédito. Dessa maneira, se você vê que não poderia comprar alguma coisa no débito, talvez seja melhor também não comprar no crédito, ou pode acabar se enrolando na hora de pagar.

Dica 2

Escolha a data mais conveniente para o vencimento da fatura do seu cartão de crédito e não deixe de conferir linha a linha todos os gastos. Dessa maneira, você fica de olho se não houve alguma cobrança indevida, se há algum serviço que você assina e não usa mais, além de ser uma ótima oportunidade para anotar e classificar os seus gastos, tomando controle de sua vida financeira.

Dica 3

Quase nunca é necessário ter mais de um cartão de crédito. Concentrar os gastos em apenas um cartão vai trazer mais controle às suas finanças e evitar confusões, como esquecer de pagar a fatura.

Dica 4

Falando em esquecimento, há a opção de colocar a fatura em débito automático para nunca esquecer de pagar, evitando multas e juros, que são bem salgadas.

Essa é uma opção pessoal. Mas, o que não pode deixar de ser feito é acompanhar, pelo menos uma vez por mês, os gastos que você fez nessa modalidade de pagamento.

Dica 5

Evite pagar apenas o mínimo da fatura ou mesmo parcelar a mesma. Os juros do cartão de crédito estão entre os mais altos que existem no Brasil, em média 300% ao ano, segundo o dado mais recente do Banco Central.

Sendo assim, uma dívida de R$ 100 pode virar R$ 400 após um ano, e R$ 1.600 após dois anos. É bem caro!

Dica 6

Fique de olho nos cartões de crédito dos concorrentes. Pode aparecer algum que te dê mais vantagens, não te cobre nada e você pode trocar um pelo outro. Lembre-se que quase nunca é necessário ter mais de um cartão.

Dica 7

Caso você faça parte de algum programa de fidelidade, também conhecido como programa de milhas ou de pontos, saiba quanto você paga por mês, ou por ano, por esse serviço. Em seguida, negocie para ter isenção dessa cobrança e veja em quais condições não há cobrança alguma. Alguns bancos isentam essa cobrança em caso de alguns investimentos ou volume de compras. Mas não use isso como desculpa para sair gastando por aí, viu?!

No vídeo acima, batemos um papo com a Ana Bellino, head do Digio, mais uma opção de cartão de crédito sem anuidade.

O Digio oferece um cartão de crédito sem anuidade, que, via aplicativo, te avisa a cada compra efetuada, sendo possível acompanhar todas as compras em tempo real pelo app.

Apesar de o Digio ser classificado como "bom" no ReclameAqui, uma coisa nos chamou a atenção: ele é um cartão que, no final das contas, pertence ao Banco do Brasil e ao Bradesco. Ana Bellino explica que essas duas marcas trazem a solidez de dois bancos superconsolidados no Brasil.

Um grande diferencial destacado pelo Digio é que nele não há a modalidade de crédito rotativo, aquela em que há a possibilidade de pagamento apenas do mínimo da fatura, que citamos acima ter cobrança média de 300% ao ano. Há apenas a modalidade de parcelamento do valor escolhido, sob o juro de 7,9% ao mês, equivalente a 149% ao ano.

A taxa de juros média dessa modalidade de parcelamento da fatura do cartão de crédito é de 175% ao ano no Brasil. Apesar de o Digio ter uma taxa inferior, dá para ver que não deixa de ser uma modalidade de crédito cara.

Então, se você se interessou pelo Digio, não deixe de comparar com os concorrentes antes de fazer a sua escolha. E lembre-se das nossas dicas acima para fazer o uso desse método de pagamento de maneira consciente.

Qual outra dica de uso consciente do cartão de crédito você daria?

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre os Autores

Étore: mestre em economia, tem mais de uma década de experiência no mercado financeiro. Atua hoje como economista macroeconômico em um grande banco, e já passou por consultorias econômicas e pela Bolsa de Valores, além de dividir seu tempo com o Econoweek, onde cuida, principalmente, de Macroeconomia.

César: economista com ênfase em terapia financeira, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

Yolanda: economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

Sobre o Blog

O Econoweek é um blog escrito por três economistas que querem traduzir a economia.