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Os piores erros que uma economista cometeu com seu próprio dinheiro

César

20/08/2019 04h00

Aplicar em títulos de capitalização, fundos de previdência privada caríssimos, ficar no rotativo do cartão de crédito ou esquecer de pagar um boleto… Quem nunca cometeu algum errinho financeiro?

Hoje, Yolanda Fordelone, economista do canal  Econoweek, vai contar os maiores erros que ela cometeu com o próprio dinheiro e mostrar que sempre dá para corrigir a trajetória. Então, não se desespere!

Erro 1: entrar no rotativo do cartão de crédito

Yolanda acabou esquecendo de pagar em dia a fatura do cartão de crédito. Assim, além dos juros, teve de arcar com uma multa pelo esquecimento, que deixa a conta bem cara.

É bom lembrar que o juro do rotativo do cartão de crédito pode ser maior que 400% ao ano. Isso significa que uma fatura de R$ 100 não paga facilmente pode se transformar em R$ 500 um ano depois e em R$ 2.500 após dois anos.

Então, há a opção de colocar o pagamento da fatura em débito automático ou usar agendas eletrônicas, como a do Google, para te lembrar de fazer esses pagamentos, além de programar o pagamento pelo seu internet banking antes de alguma viagem que fará no período, por exemplo.

Erro 2: contratar serviços que não usa

Compras coletivas online, assinatura de revistas, mais de um serviço de streaming de filmes ou músicas… Quanta coisa acabamos contratando que usamos poucas vezes e nunca mais lembramos? Yolanda já fez tudo isso, mas aprendeu e hoje faz compras mais conscientes.

A dica é evitar assinar ou comprar serviços por impulso. Pensou em contratar algo assim? Anote na sua lista de desejos e veja algum tempo depois se ainda quer aquilo. Caso não queira tanto assim, a vontade vai passar, e aquilo foi só um desejo momentâneo.

Além disso, anote as datas de vencimentos do período de testes de alguns serviços, pois normalmente a cobrança passa a ser automática após esse período, caso você não opte pelo cancelamento a tempo.

Erro 3: investir em corretora cara

Hoje, está ficando mais comum corretoras que têm taxa zero para os investimentos mais populares, como Tesouro Direto, mas nem sempre foi assim. Fique atento e verifique se a sua corretora cobra ou não por investimentos no Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa. Já há até corretoras que não cobram corretagem na hora de comprar e vender ações.

É muito fácil verificar essas informações nos sites da maioria das corretoras. Então, sempre fique de olho nas concorrentes da sua corretora atual.

Que erros você já cometeu?

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre os Autores

Étore: mestre em economia, tem mais de uma década de experiência no mercado financeiro. Atua hoje como economista macroeconômico em um grande banco, e já passou por consultorias econômicas e pela Bolsa de Valores, além de dividir seu tempo com o Econoweek, onde cuida, principalmente, de Macroeconomia.

César: economista com ênfase em terapia financeira, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

Yolanda: economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

Sobre o Blog

O Econoweek é um blog escrito por três economistas que querem traduzir a economia.