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Peer-to-peer lending, conheça o investimento de alto risco e alto retorno

César

09/08/2019 04h00

Com saudades da renda fixa pagando juros acima de dois dígitos ao ano? Não se desespere, recorrendo a pirâmides financeiras criminosas, que sequer são consideradas investimentos. Hoje, o canal Econoweek bateu um papo com Marcio Berger, um dos fundadores da Peak Invest, uma modalidade de investimentos de alto risco, com remuneração à altura.

Antes de tudo, é importante destacar que essa não é uma modalidade de investimentos para pessoas de perfil conservador. Mesmo que você se considere adepto ao risco nos investimentos, o próprio Berger, sócio da Peak Invest, alerta que não é recomendável investir todo o seu dinheiro ali.

A Peak Invest é uma plataforma que conecta empresas que precisam de um empréstimo com pessoas físicas dispostas a emprestar, uma modalidade conhecida como peer-to-peer, que, em nossa tradução livre, poderia ser algo como "de mão para mão".

Na prática, uma empresa procura a Peak Invest para que eles façam uma análise do risco da operação. Caso aprovem, há uma classificação de A1 a D3, do menor para o maior risco, e taxas de 1,26% a 3,17% ao mês (equivalente a 16% e 45% ao ano).

Se lembrarmos das taxas atuais da renda fixa de liquidez máxima, ao redor de 6% ao ano, as taxas acima parecem um sonho. Mas a comparação que deve ser feita não é essa. Enquanto em boa parte da renda fixa tradicional há garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) caso a empresa emissora do título tenha problemas para pagá-lo, aqui não há nenhuma garantia.

Berger aconselha ao cliente investidor avaliar diversos aspectos da empresa, como presença online e avaliação no Reclame Aqui, além dos dados disponibilizados no site da Peak Invest. "Em caso de inadimplência, o cliente pode perder tudo, inclusive o dinheiro principal investido", alerta Berger.

Do lado do investidor, o aporte mínimo inicial é de R$ 2.500, um nível pouco convidativo. A partir de entre 30 e 40 dias após o investimento, o investidor começará a receber as parcelas mensais pré acordadas, já com o retorno de seu investimento.

E se a empresa credora ficar inadimplente?

Esta situação já aconteceu uma única vez na Peak Invest. Nestes casos, a própria Peak Invest faz a cobrança e arca com os custos iniciais do processo judicial.

Ficou interessado? Nós, do Econoweek, somos obrigados a te alertar que este texto não foi patrocinado e que você não deveria fazer esse tipo de investimento caso ainda não possua outras aplicações em renda fixa e renda variável, pois o risco aqui é maior. Mas, essa pode ser uma opção para os investidores mais experientes e com carteira já bastante diversificada.

Gostou dessa modalidade de investimentos? Conta aqui nos comentários ou fale com a gente no nosso YouTube Instagram. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre os Autores

Étore: mestre em economia, tem mais de uma década de experiência no mercado financeiro. Atua hoje como economista macroeconômico em um grande banco, e já passou por consultorias econômicas e pela Bolsa de Valores, além de dividir seu tempo com o Econoweek, onde cuida, principalmente, de Macroeconomia.

César: economista com ênfase em terapia financeira, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

Yolanda: economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

Sobre o Blog

O Econoweek é um blog escrito por três economistas que querem traduzir a economia.