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Saiba fugir de taxas e ter mais ganho com seus investimentos

César

06/08/2019 04h00

Este conteúdo continha erro e foi alterado

A taxa Selic foi reduzida mais uma vez e atingiu uma nova mínima histórica: 6% ao ano. Com isso, o rendimento dos investimentos em renda fixa tende a ser menor. Hoje, o canal Econoweek vai te mostrar algumas estratégias para evitar taxas, impostos e outras cobranças para melhorar o retorno das suas aplicações.

Taxa de custódia do Tesouro Direto

Hoje em dia, quase nenhuma corretora cobra taxa de custódia ou taxa de administração caso você decida investir no Tesouro. Mas alguns grandes bancos cobram por esse tipo de serviço. A boa notícia é que você pode evitar isso.

No site do Tesouro, é possível ver quais instituições financeiras não cobram nada por isso e quais ainda não deram esse passo para ajudar o nosso bolso.

É importante lembrar que há uma taxa de custódia obrigatória, de 0,25% ao ano, cobrada pela B3, a nossa Bolsa de Valores. Dessa ainda não dá para fugir, independente de qual corretora você busque.

Taxa de administração cara

Em fundos de investimentos conservadores, como alguns de renda fixa e fundos DI, ou ainda os passivos (aqueles que replicam algum índice), não há o porquê de haver cobrança de taxa de administração elevada. Afinal, não há uma superestratégia para justificar uma taxa de, por exemplo, 2% ao ano, comum em fundos ativos, que buscam superar algum benchmark (índice ou desempenho de referência, que serve de comparação à performance do fundo).

Já há alguns fundos que sequer cobram essa taxa de administração, como é o caso do Fundo BTG Pactual Digital Tesouro Selic Simples FI RF.

Ah! o BTG não patrocina a gente, viu? O Econoweek compartilha conhecimento bom para o seu bolso sem cobrar nada.

Taxa de carregamento de previdência privada

Essa taxa é uma espécie de "pedágio", que faz o seu investimento começar perdendo logo de largada. Se um fundo cobra 5% de carregamento, por exemplo, significa que, ao aplicar R$ 100, o administrador já vai pegar R$ 5 de taxa e aplicar somente o restante (R$ 95).

Na prática, os primeiros meses de rendimento vão servir para você recuperar a perda com este "pedágio". A dica é: evite fundos de previdência privada que tenham esse tipo de cobrança.

Pacote de serviços bancários

Também conhecida como taxa de manutenção de conta, esses pacotes muitas vezes incluem serviços que sequer usamos, como talões de cheque e extrato no caixa eletrônico. Há diversas opções de bancos digitais que não cobram nada, inclusive com DOCs e TEDs ilimitados.

Impostos altos

É impossível se livrar totalmente dos impostos, mas dá para pagar sempre o mínimo possível. Há duas cobranças de impostos principais, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o Imposto de Renda (IR).

No caso do IOF, para a maior parte dos investimentos, há uma cobrança sobre o rendimento caso você faça o resgate em menos de 30 dias. Quanto antes fizer o resgate, mais cara é essa cobrança, que passa a ser nula do 31º dia em diante. Por isso, evite fazer saques em investimentos feitos num período muito recente.

Falando do IR, o mais comum é a cobrança seguindo uma tabela regressiva, que começa em 22,5% sobre o rendimento para resgates com menos de 180 dias e chega em 15% para resgates superiores a 720 dias. Ou seja, quanto mais tempo ficar investindo, menos imposto irá pagar. Deixe o dinheiro trabalhar ao seu favor e pague menos impostos. Invista com foco no longo prazo.

Você sabia disso? Conta aqui nos comentários ou fale com a gente no nosso YouTube Instagram. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

ERRATA: O texto foi atualizado. Versão anterior deste texto continha um vídeo em que se informava incorretamente que o Imposto de Renda para investimentos resgatados em menos de 180 dias é de 27,5%. O certo é 22,5%. O texto acima está correto, e o vídeo foi retirado.

Sobre os Autores

Étore: mestre em economia, tem mais de uma década de experiência no mercado financeiro. Atua hoje como economista macroeconômico em um grande banco, e já passou por consultorias econômicas e pela Bolsa de Valores, além de dividir seu tempo com o Econoweek, onde cuida, principalmente, de Macroeconomia.

César: economista com ênfase em terapia financeira, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

Yolanda: economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

Sobre o Blog

O Econoweek é um blog escrito por três economistas que querem traduzir a economia.